segunda-feira, 26 de maio de 2014

A VERDADE SURGINDO...

Coronel reformado admite que torturou mais de 500 durante ditadura.


O coronel reformado da Polícia Militar Riscala Corbaje admitiu ter torturado mais de 500 presos entre 1970 e 1972, período no qual chefiou a equipe de interrogatório do Destacamento de Operações de Informações do 1º Exército, na Tijuca, Rio de Janeiro. “Você pega um estudante, bota ele com o peso do corpo em uma barra de ferro e deixa ele 15 minutos pendurado no pau de arara. Não precisa dar choque. O cara urra de dor”, disse o coronel, em depoimento recente ao Ministério Público Federal, ao explicar como fazia os presos sentirem muita dor, com o peso do corpo “em cima dos dois nervos que passam por debaixo da perna”. Trechos do depoimento de Corbaje, que utilizava o codinome Nagib, foram publicados pelo jornal O Globo. Segundo a publicação, o ex-chefe da equipe de interrogatório do DOI está cego e doente. Ao finalizar o seu depoimento, afirmou não ter arrependimento. “Não tenho o menor peso na consciência”, declarou.

INVASORES DE TERRAS INDÍGENAS RECLAMAM COM LÚCIO VIEIRA LIMA.

Lúcio ouve reclamações de moradores de bairro reconhecido como terra indígena em Itaju do Colônia.


   O deputado federal Lúcio Vieira Lima recebeu representantes dos moradores de Itaju do Colônia na sede do PMDB da Bahia para discutir a situação do bairro Parque dos Rios, que foi considerado terra indígena. No local, que deverá ser desocupado imediatamente, há cerca de 3 mil residentes. Acompanharam o encontro o vereador Raimundo Filho (PSDB) e o deputado estadual Coronel Gilberto Santana (PTN). "O bairro conta com infraestrutura completa com escolas, creches, posto de saúde, parque de exposições, hortas comunitárias, entre outras coisas”, disse o edil. Os parlamentares discutirão uma solução pacífica para o problema. "Essa é a hora de os índios entenderem também a situação daqueles cidadãos humildes que se encontram em dificuldades como eles", afirmou Vieira Lima.

MAIS JUSTIÇA - TARDIA.

Denúncia contra acusados por morte de Paiva é aceita


   A Justiça Federal aceitou a denúncia contra os cinco militares denunciados pelo Ministério Público Federal por envolvimento na morte do então deputado federal Rubens Paiva, desaparecido em janeiro de 1971. O juiz Caio Márcio Gutterres Taranto, da 4ª Vara Federal Criminal do Rio, entendeu que José Antônio Nogueira Belhan, Rubens Paim Sampaio, Raymundo Ronaldo Campos, Jurandyr Ochsendorf e Souza e Jacy Ochsendorf e Souza não foram beneficiados, neste episódio, pela anistia instituída em 1979. Segundo o magistrado, ela não se aplica a crimes previstos no Código Penal e em outras leis comuns. Os cinco militares têm dez dias para apresentar sua defesa. O comandante do Destacamento de Operações de Informações (DOI) na época da prisão, tortura e desaparecimento de Rubens Paiva, general reformado José Antônio Nogueira Belham, e o ex-integrante do Centro de Informações do Exército (CIE) Rubens Paim Sampaio, coronel reformado, são acusados de homicídio triplamente qualificado (motivo torpe, emprego de tortura e de recurso que impossibilitou a defesa da vítima), ocultação de cadáver e associação criminosa armada, que podem levar a 37 anos de prisão. O coronel reformado Raymundo Ronaldo Campos e os irmãos Jurandyr e Jacy Ochsendorf de Souza, então sargentos paraquedistas, todos do DOI, são acusados de ocultação de cadáver, fraude processual e associação criminosa armada - as penas podem ultrapassar dez anos. Raymundo Campos pode ter a pena reduzida por ter colaborado com as investigações, revelando a "farsa" montada pelo Exército para simular uma fuga e fazer parecer que Rubens Paiva havia sido resgatado por "terroristas".

A PEC 215 É A REEDIÇÃO DO EXTERMÍNIO INDÍGENA NO BRASIL.

INDÍGENAS DO BRASIL SOB RISCO DE PERDER OS POUCOS DIREITOS QUE AINDA POSSUEM.

A PEC 215, que é alardeada como a solução para os problemas territoriais indígenas no Brasil, é um veneno que será inoculado nas comunidades tradicionais, minando-lhes o pouco de vida que ainda resta aos índios que lutam pela ocupação de seus territórios tradicionais ao dar ao congresso dominado pelos latifundiários, grandes empresários e donos do capital, sem falar nos corruptos em geral, o poder de definir o que é território indígena e quem são aqueles que podem ser chamados de índios.
Lagoa em área da aldeia indígena ITAPOÃ, ILHÉUS, BAHIA.


Ora, o Brasil é um país miscigenado em sua essência, a colonização começou com a exploração do trabalho indígena na retirada do pau-brasil, seguido pelo apresamento dos silvícolas para os trabalhos nas fazendas e plantações, os invasores europeus não tinham o menor pudor em fazer o uso da força para violentar e escravizar índias para satisfação de seus instintos. E no decorrer dos séculos a situação dos povos originais não melhorou, ao contrário, só piorou.

Querer que os indígenas, no século XXI, mantenham as características físicas do século XVI é, no mínimo, desconhecimento histórico, para falar o mínimo. No litoral do Brasil, onde ocorreram os primeiros contatos entre os índios e os invasores europeus se vê com maior facilidade essa mescla, que torna o índio uma mistura de características físicas, como é comum na população brasileira, enquanto que nos rincões amazônicos essa pureza física só foi mantida porque o invasor demorou muito para chegar até lá. 

Por isso a transmissão da cultura indígena é tão importante, do contrário os índios voltarão ao período colonial, onde eram orientados a se autodenominarem "caboclo" ao invés de terem orgulho de sua ascendência nativa, da sua convivência pacífica com a natureza e de seu modo de vida simples.

Crianças em escola indígena na aldeia ITAPOÃ. A precariedade material contrasta com a dedicação dos professores e colaboradores da escola, que repassam às crianças os valores tradicionais dos tupinambás.


Os indígenas do Brasil são contra a aprovação da PEC 215 porque vão ser retirados deles não só o direito de possuírem um território onde possam viver e retirar da terra o sustento para si e para sua descendência, mas também vai retirar a esperança que as nações indígenas têm de, um dia, serem reconhecidos como um povo soberano que teve suas terras invadidas, um povo que foi explorado, escravizado durante séculos e que apenas agora, no começo do século XXI, começava a ver seus direitos básicos respeitados.

INDÍGENAS DO BRASIL PRESSIONAM PLANALTO.

MOBILIZAÇÃO NACIONAL INDÍGENA PROMOVERÁ MANIFESTAÇÕES EM BRASÍLIA



Povos indígenas de todo o país reúnem-se na capital federal para realização de atos e manifestações contra os ataques aos seus direitos garantidos pela Constituição Federal.

Povos e organizações indígenas de todo o País promoverão manifestações e eventos em defesa de seus direitos e de suas terras, em Brasília, na semana que vem. As atividades acontecem de segunda a quinta-feira (de 26 a 29 de maio), como parte da Mobilização Nacional Indígena. Na quarta (28/5), às 9h, está confirmada uma audiência pública, no auditório Nereu Ramos, na Câmara dos Deputados.
Os protestos ocorrem num cenário de ataque generalizado aos direitos indígenas, em especial os direitos territoriais, da parte de vários setores do governo e de um conjunto de atores políticos e econômicos capitaneados pela bancada ruralista no Congresso Nacional.
Um dos principais objetivos da mobilização da semana que vem é impedir a aprovação da série de projetos contra os direitos indígenas em tramitação no parlamento, como a Proposta de Emenda Constitucional (PEC) 215, que pretende transferir aos congressistas a atribuição de aprovar a demarcação das Terras Indígenas (TIs); o Projeto de Lei (PLP) 227, que visa abrir essas áreas à exploração econômica; o PL 1.610, que regulamenta a mineração nas TIs, entre vários outros. Também serão alvos dos protestos, entre outras medidas do governo, a proposta de alteração do procedimento de demarcação das TIs do ministro da Justiça, José Eduardo Cardozo, e a Portaria 303 da Advocacia-Geral da União (AGU), que objetiva generalizar a todas as TIs as condicionantes definidas para a TI Raposa Serra do Sol (RR), contrariando decisão do Supremo Tribunal Federal (STF). Na prática, todas essas propostas do Executivo e do Legislativo pretendem paralisar definitivamente os processos de demarcação, já suspensos pelo governo federal.
Enquanto isso, a tramitação de projetos importantes para consolidar os direitos indígenas e que são bandeiras do movimento indígena, como o Estatuto dos Povos Indígenas e o Conselho Nacional de Política Indigenista (CNPI), está paralisada há anos nos corredores do Congresso, sem qualquer avanço. A Mobilização Nacional Indígena também defende a sua aprovação dessas duas demandas.
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Como parte da mobilização, está sendo relançado o site A República dos Ruralistas, que mapeia os principais integrantes da bancada que representa os grandes proprietários do agronegócio no Congresso. A página passou por uma atualização, com a inclusão de novos perfis de deputados federais e senadores.
A Mobilização Nacional Indígena é promovida pela Apib, com apoio do Centro de Trabalho Indigenista (CTI), Conselho Indigenista Missionário (Cimi), Instituto Socioambiental (ISA), Greenpeace, Instituto de Educação do Brasil (IIEB), entre outras organizações indígenas e indigenistas.

quinta-feira, 22 de maio de 2014

NO PAÍS DAS COPAS DAS COPAS, A SAÚDE DÁ UM SHOW... DE BOLA FORA!!!!



Indígenas da etnia da Tupinambá de Olivença, ocuparam na noite do dia 20 de maio a sede da SESAI em Ilhéus.
Os indígenas reivindicam a instalação de 03 postos de saúde nas comunidades indígenas, que hoje contam apenas com um posto de saúde localizado a cerca de 40 km das aldeias.
No posto de saúde da SESAI, foi constatado pela equipe de “A VEZ DAS MINORIAS”, um total descaso com a saúde dos povos indígenas.
Paredes com infiltrações, cadeiras quebradas, vazamentos e total falta de asseio. Isso é o mínimo para descrever a situação encontrada em um estabelecimento que deveria ser padrão de referência em limpeza.


 Intalações internas da SESAI

  Intalações internas da SESAI

   Intalações internas da SESAI





Além da falta de asseio, o que se vê na sede da SESAI é um total descaso com dinheiro público.
Os carros da SESAI que deveriam estar atendendo as comunidades indígenas estão parados no pátio, visivelmente sucateados.
No local existe uma ambulância totalmente equipada do programa “BRASIL SORRIDENTE”, que foi utilizada nas comunidades indígenas apenas duas vezes, e hoje está apodrecendo nos pátios do órgão público.
 



Carros da SESAI no pátio



Ambulância do "BRASIL SORRIDENTE" que só foi utilizada duas vezes


 Carro da SESAI sucateado


Lideranças indígenas relataram ainda, que há cerca de 07 meses, uma índia da etnia Tupinambá de Olivença deu a luz a uma criança na aldeia, que infelizmente veio a óbito por falta de assistência médica adequada.
O que os índios estão reivindicando, através da ocupação legítima de um órgão público, é a assistência médica adequada a seus entes queridos, além da demarcação de suas terras.
Há mais de 10 anos que os indígenas lutam pela demarcação de suas terras tradicionalmente ocupadas.
Essa região compreende 47.000 hectares já demarcados pela FUNAI e é o território mínimo para que o povo indígena possa sobreviver e manter suas tradições.
Mas, caro leitor, você pode estar se perguntado, já que as terras já foram homologadas pela FUNAI, o governo federal está providenciando a indenização e retirada dos não índios da região.
Ledo engano.
Ao invés de cumprir seu papel, o governo mandou o Exército para revistar, humilhar e dizimar a população indígena há tanto sofrida.
No PAÍS DAS COPAS DAS COPAS” o que se vê é o genocídios das MINORIAS.

terça-feira, 20 de maio de 2014

GREVES CONTINUAM ACONTECENDO NA BAHIA...AGORA É A VEZ DOS RODOVIÁRIOS

         Após definir como provável “único caminho” a paralisação das atividades da categoria em Salvador às vésperas da Copa do Mundo, o Sindicato dos Rodoviários da capital marcou para  quarta-feira (7) uma assembleia-geral para votar o indicativo de greve. O órgão representativo acusa o Sindicato das Empresas de Transporte de Passageiros (Setps) de travar as negociações e não oferecer contraproposta aos trabalhadores, que pedem reajuste salarial de 15%, ticket alimentação de R$ 20, plano de saúde amplo e participação nos lucros das empresas. A reunião acontecerá na sede do Sindicato dos Eletricitários da Bahia (Sinergia), no bairro de Nazaré. Em entrevista ao Bahia Notícias, o presidente da entidade, Hélio Ferreira, disse que a situação “tende para a suspensão das atividades por tempo indeterminado”. “Tudo vai depender do posicionamento do Setps, em prosseguir ou não com as negociações. Mas, até agora, não nos deram nenhum retorno, nenhuma sinalização, nada”, afirmou. Ao BN, nO
sábado (3), o assessor de relações institucionais do patronato, Jorge Castro, confirmou o bloqueio das discussões, ocasionado, segundo ele, por uma pauta “absurda” de reivindicações apresentada pelos rodoviários. “Tivemos seis reuniões, mas a pauta é muito pesada, inviável. Além dos reajustes, eles querem diminuição da jornada para seis horas e passe livre para todos os trabalhadores aposentados. Se relacionar todos esses itens, o aumento vai para quase 60%. Como vamos fazer uma oferta com pedidos assim?”, questionou. De acordo com Castro, a categoria “tenta relacionar o movimento ao Mundial, para pressionar o Setps” e, por conta disso, a questão “deveria ser tratada com urgência pela Superintendência Regional do Trabalho e pelo Ministério Público”.