sexta-feira, 5 de dezembro de 2014

Levante faz ato em defesa do povo mexicano!!

UNIR




Levante Popular da Juventude realizou, no início da manhã de ontem (04), uma intervenção nos estados do Ceará, Bahia, Paraíba, Paraná, Pernambuco, São Paulo, Rondônia, Rio Grande do Sul e Rio de Janeiro, em solidariedade aos parentes das vítimas do massacre de Iguala, ocorrido há exatos dois meses, no México, em que seis pessoas foram mortas e 43 estudantes estão desaparecidos.
Os manifestantes colocaram em exposição 43 cadeiras cada uma com o rosto de um estudante desaparecido no México. Com a frase Levante está com o povo mexicano eles exigiam a investigação e a punição do culpado pelo desaparecimento.
“Queremos que os culpados sejam descobertos e punidos. Nossa ideia de fazer esse ato é se somar às muitas manifestações que estão acontecendo no México e no mundo todo. disse Rodrigo Suñe, militante do Levante Popular da Juventude.
A intervenção ocorreu na USP Butantã (SP), USP São Carlos (SP), UFBA (BA), UFRGS (RS), UNIR (RO), UFC (CE), UFRRJ e UERJ (RJ), UFPB (PB), UNILA (PR) e UNIVASF (PE).
No dia 26 de setembro em Iguala, pequena cidade do estado de Guerrero, estudantes da Escuela Rural Normal de Ayotzinapa regressavam de uma atividade de arrecadação de fundos para financiar a ida à Cidade do México em uma manifestação em memória do massacre de Tlatelolco e, como de praxe, haviam conversado com motoristas de ônibus para que os levassem gratuitamente de volta à escola localizada na zona rural.
Por volta das 20h30, quando saiam da cidade em três ônibus, efetivos da polícia municipal fecharam o caminho e iniciou-se então, nos próximos 30 minutos, um brutal ataque aos ônibus dos estudantes. Alguns estudantes percebendo que dentro daquele espaço não teriam chances de sobreviver, aproveitaram o momento em que os policiais recarregavam as suas armas e decidiram sair dos ônibus, correndo em qualquer direção pelas ruas de uma cidade desconhecida.
Os estudantes que vinham no terceiro ônibus foram obrigados pelos policias municipais a descer do ônibus e subir nas caminhonetes oficias. Para onde foram levados ninguém sabe… E estão até este momento desaparecidos. O saldo dessa noite de terror foram seis mortos, cerca de 20 feridos e 43 estudantes desaparecidos.
Há dois meses em nenhum lugar do México houve silêncio. O desaparecimento dos 43 estudantes de Ayotzinapa reacendeu a indignação e mobilizou milhares de mexicanos e mexicanas às ruas em atos massivos e simbólicos. A juventude, principalmente, reconhece o seu papel central em não deixar que mais companheiros e companheiras sejam forçadamente desaparecidos/as, exigem que o Estado se posicione sobre o ocorrido dando aos familiares e aos demais repostas concretas do que realmente aconteceu, onde estão os estudantes e que os mesmos regressem com vida para suas famílias

quinta-feira, 4 de dezembro de 2014

Passagens de ônibus serão reajustadas anualmente em Salvador

 



Os consórcios Plataforma, Ótima (antes chamado de Jaguaribe) e Salvador Norte começam em 1º de janeiro a operar as linhas de ônibus do subúrbio, do miolo e da orla da capital, respectivamente.

Seus representantes participaram ontem no Palácio Thomé de Souza da assinatura do contrato entre a prefeitura de Salvador e as empresas vencedoras da licitação das linhas de ônibusurbanos.

Atingindo atualmente oito anos de uso, a idade média da frota vai ser reduzida para três anos já a partir do primeiro dia de 2015, como disse o secretário de Urbanismo e Transportes, Fábio Mota, presente à assinatura, ao lado do prefeito ACM Neto.

Para modernizar a frota de coletivos da cidade, 630 novos veículos serão inseridos no sistema pelas empresas, totalizando 2.426 ônibus convencionais e 300 micro-ônibus nas ruas.

Reajuste

As tarifas passarão a ser ajustadas anualmente, conforme o Índice de Preços ao Consumidor Amplo (IPCA), nos dois primeiros anos, e a um cálculo predefinido no edital de licitação, nos 23 anos subsequentes de contrato.

Apesar do reajuste previsto para janeiro de 2015, mudanças operacionais só poderão ser notadas de médio a longo prazos, como lembrou o prefeito ACM Neto. Essas mudanças dependem, segundo Mota, de estudos da prefeitura - até setembro do ano que vem - para reordenar as linhas atuais da cidade. A partir daí, trechos extensos serão reduzidos ou até extintos e a frota redistribuída nos bairros.

"Faltou planejamento ao sistema de transporte em Salvador", analisa Mota. "As linhas aqui são como puxadinhos, foram se estendendo conforme a demanda".
Acessíveis na sua totalidade, os novos veículos vão ter as catracas posicionadas na parte dianteira. Três cores - amarelo (subúrbio), verde (orla) e azul (miolo) - vão ser utilizadas nos corredores.

Apesar das mudanças prometidas, as empresas de ônibus seguem as mesmas. O presidente do consórcio Salvador Norte, Marco Antônio Trinchão, negou que houve um acordo entre empresários para evitar concorrência. Ele alega que empresas metropolitanas entraram no sistema. Entretanto, como já publicado por A TARDE, essas empresas são ligadas às que já operam em Salvador.

Em Aracaju, diversas organizações saem às ruas pelo fim dos agrotóxicos !!



Da Página do MST

Cerca de 200 pessoas percorram as ruas da capital Aracaju (SE) nesta quarta-feira (3), para relembrar do Dia Internacional de Luta Contra o Uso dos Agrotóxicos.

A data faz referência as 30 mil pessoas que morreram em Bhopal, na Índia, em virtude do vazamento de 27 toneladas de um gás tóxico usado na fabricação de um praguicida.

O desastre químico foi considerado o pior da história, e a data foi estabelecida pela Pesticide Action Network (PAN) como o dia internacional do não uso de agrotóxicos.

A empresa Dow, responsável pelo acidente, é hoje uma das seis gigantes do mercado de venenos e sementes transgênicos. Em 2012 faturou U$ 60 bilhões.

Mobilização 

Diante disso, diversas organizações do campo e da cidade, como o MST, Movimento dos Pequenos Agricultores (MPA), Levante Popular da Juventude (LPJ), Articulação do Semiárido Brasileiro (ASA), Marcha Mundial de Mulheres (MMM), Movimento Nacional de direitos Humanos(MNDH), Central Única dos Trabalhadores (CUT) e Central dos Trabalhadores do Brasil (CTB), denunciam o modelo do agronegócio.

A concentração foi na Praça Fausto Cardoso, no centro da cidade, e se iniciou com a mobilização organizada pela MMM contra os insultos e incitação a violência contra as mulheres feita pelo vereador Agamenon Sobral (PP).

Após o ato realizado em frente à Câmara de Vereadores, os manifestantes saíram em marcha pelas ruas da cidade.

Durante todo o percurso ocorreram várias intervenções de agitação e propaganda como stencil, esquete teatral, panfletagem e grafitagem, que contribuíram para uma boa visibilidade da ação.

Os manifestantes aproveitaram para denunciar que a realidade sergipana é composta em grande parte pelo monocultivo de cana de açúcar e o uso intensivo de agrotóxicos, afetando as comunidades que estão ao redor desses canaviais.

Para Jorge Rabanal, engenheiro agrônomo e militante do MST, o objetivo da marcha é denunciar o uso dos agrotóxicos, e alertar a sociedade dos riscos para saúde da população.

“Sem falar dos altos índices de doenças que sofrem os trabalhadores e trabalhadoras do campo por causa dessa prática”, alerta Rabanal.

Dessa forma que os Sem Terra também demonstraram a necessidade de estimular a produção de alimentos agroecológicos, em que a sociedade possa consumir na certeza de ser um alimento saudável sem riscos prejudiciais a saúde humana.

Indígenas fecham BR contra reintegração de posse de terra

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Indígenas da etnia Pataxó fecharam nesta quinta-feira, 27, entre 4h30 e 6h, os dois sentidos da BR-367, no distrito de Coroa Vermelha, município de Santa Cruz de Cabrália, 734 km de Salvador. Eles protestaram contra a reintegração de posse de 15 propriedades rurais realizada na véspera por prepostos da Policia Federal, Civil e Militar.
Com toras incendiadas e atravessadas na rodovia, que embora sendo uma BR está sob a responsabilidade do estado, eles reivindicaram a demarcação das terras, alegando que as áreas que lhes foram destinadas pelo Governo Federal não suprem suas necessidades de sobrevivência.
O delegado da Policia Federal de Porto Seguro, Pancho Rivas, revelou á imprensa que a operação de reintegração foi encerrada na noite de quarta-feira, 26, com sucesso no cumprimento da ordem da Justiça Federal de Eunápolis, através do juiz Alex Schramm de Rocha.
Estas propriedades produtoras de frutas, café, cacau e pecuária entre outras atividades, estavam ocupadas por indígenas da tribo Pataxó, desde abril deste ano em diversos municípios do extremo sul baiano como Porto Seguro, Santa Cruz Cabrália, Itabela e Itamaraju.
“Fomos recebidos com pedras e flechas. Três pontes foram quebradas, sendo que uma delas também foi incendiada”, afirmou o delegado, destacando que para dificultar o acesso dos policiais às áreas que foram reintegradas, eles também encontraram um veículo tipo corsa queimado e atravessado em uma estrada vicinal.
Rivas enfatizou que pastagens foram queimadas e roças dizimadas na área que foi reintegrada, tanto pela ação direta dos invasores, tanto pela falta de cuidado com as roças durante cerca de meio ano que os proprietários estiveram expulsos de suas áreas, reivindicadas e ocupadas pelos indígenas.
Sumiço de fazendeiro                                                                                  
Suspeitos de matar por vingança o produtor rural Raimundo Rodrigues Santos, 55 anos, desaparecido desde o dia 9 de agosto deste ano, os indígenas Pataxó Lourisvaldo da Conceição Braz e Valtenor Silva do Nascimento, foram denunciados pelo Ministério Público Federal (MPF) através do procurador da república Edson Abdon.
Ambos estão presos há cerca de um mês e conforme a denúncia do MPF, acatada pela Justiça Federal, são acusados dos crimes de sequestro, cárcere privado, homicídio qualificado (impossibilitando a defesa da vítima), além de ocultação de cadáver, somando uma pena que pode chegar a mais de 40 anos de reclusão e multa.
De acordo com o apurado pela Policia Federal, no dia do seu desaparecimento, Raimundo Santos (acusado pelos indígenas de tentativa homicídio contra três Patáxos) e o vaqueiro Manoel Messias Cardoso estiveram na propriedade da família – que estava ocupada desde 24 de abril – para retirar animais.
O vaqueiro, que conseguiu fugir, revelou para a polícia que um grupo de homens armados da etnia Pataxó teria cercado os dois e amarrado Raimundo, que nunca mais foi visto. O carro da vítima foi localizado queimado em uma estrada vicinal.
Advogado de Valtenor Nascimento, Artur Silveira, disse que não há nenhuma prova contra seu cliente “que é réu primário, tem profissão e residência fixa, o que lhe dá o direito de responder em liberdade”. No entanto, acrescentou que a justiça local negou o pedido de soltura e que vai recorrer em instância superior.

QUAL O MOTIVO DOS ATAQUES DA IMPRENSA À PETROBRAS?

       Uma pergunta que deve ser feita por qualquer brasileiro é o motivo pelo qual a imprensa, especialmente os grandes meios de comunicação, historicamente vinculados ao poder e à direita, têm direcionado constantes ataques à PETROBRAS.
       Será que de fato existe alguma onda de corrupção criada pelo PT, como afirmarão alguns ingênuos, que veem no Jornal Nacional como fonte de informação? Será que um corrupto assumido, como Paulo Roberto da Costa, um mero servidor público que chegou rapidamente às principais capas de jornais e revistas, teve uma crise de consciência ética? Qual é o motivo de tantas denúncias realizadas no picadeiro diário dos nossos meios de comunicação?
        Inicialmente, é necessário afastar um mito. Não existe imprensa isenta, sem posição e sem nenhum comprometimento político ou ideológico. Esse discurso é verdadeiro como uma nota de sete reais. Como já afirmara Antônio Gramsci, nos seus Cadernos do Cárcere, com absoluta lucidez, a imprensa também é uma forma de partido.
            Aliás, a própria Maria Judith Brito, presidenta da Associação Nacional dos Jornais e executiva do jornal Folha de São Paulo, declarou de forma literal ao Jornal “O Globo”:
“Obviamente, esses meios de comunicação estão fazendo de fato a posição oposicionista deste país, já que a oposição está profundamente fragilizada.”
           Até aí, nenhuma novidade! O surpreende foi a sinceridade da executiva da Folha de São Paulo, jornal este que foi omisso em relação a todos os crimes praticados pelas forças armadas e pela polícia durante a ditadura militar.
         Se fizermos uma leitura rápida apenas das principais revistas semanais de grande circulação chegaremos ao seguinte balanço: a “Revista Época”, vinculada às Organizações Globo é indiscutivelmente tucana; a “Revista Isto É” possui tem relações bastante próximas ao PSB, de Eduardo Campos e Marina Silva, embora às vezes (muito raras) tente assumir uma posição autônoma; a “Veja”, de todas, com certeza a de menor credibilidade, veste qualquer roupa, desde que seja da direita, preferencialmente a mais reacionária ou conservadora – poderíamos classificá-la como uma mistura entre o DEM e o PSDB; a “Caros Amigos” é de esquerda até no nome, algo louvável de tão transparente. Resta-nos a “Carta Capital”, onde o seu editor, o nobre Mino Carta declarou abertamente o voto em Dilma Rousseff (PT), mas ainda acho exagerado vincular a revista ao Partido dos Trabalhadores, pois ainda mantém o senso crítico, algo imperceptível na maioria dos semanários.
         Como se observa, todos os veículos de comunicação possuem um lado, alguns com mais transparência, outros com nenhuma. Portanto, é sempre necessário manter o senso crítico em relação ao conteúdo das publicações, para não virar um Homer Simpson ou uma velhinha de Taubaté (personagens que acreditam em tudo que veem e ouvem, no caso do americano Homer, especialmente na televisão).
           Daí volta a pergunta, qual é o motivo dos ataques sistemáticos à PETROBRÁS? Uma pista importante poder ser encontrada no dia 08 de setembro de 2014, na bolsa de valores, dois dias depois da Veja publicar uma lista de supostos envolvidos com o astro principal da novela, o “conhecidíssimo” Paulo Roberto da Costa. Após uma semana de relativa alta, as ações caíram 4,91%, mantendo a tendência de queda durante toda a semana.
          Mas é a relação entre a manchete de uma revista semanal com editorial esquizofrênico e a queda de ações da PETROBRÁS na Bolsa de Valores? Não é apenas mais um escândalo de corrupção, dentre tantos outros que são publicados para levantar a vendagem deste tipo de revista? Para qualquer incauto, poderia ser, mas se fizermos uma viagem até a década de noventa, será possível ter absoluta certeza de que as coisas não são bem assim.
          Naquela época, havia uma onda sem precedentes de venda do patrimônio público, as chamadas privatizações. Foi um período que marcou o final do governo Collor de Mello e toda a gestão de Fernando Henrique Cardoso (PSDB), hoje o principal responsável pela aproximação política entre Marina Silva e Aécio Neves.
          Seus principais personagens hoje ocupam a “respeitável” condição de analistas da Rede Globo, ou são fiadores programáticos de Marina Silva e Aécio Neves: Armínio Fraga, Luiz Carlos Mendonça de Barros, André Lara Resende (um dos principais assessores de Marina), dentre outros.
Neste período foram vendidas dezenas de empresas públicas e o controle acionário de sociedades de economia mistas, tudo financiado com dinheiro público. O BNDES, que hoje financia grandes projetos de infraestrutura, no década de noventa repassava um volumoso aporte de recursos para a compra do patrimônio público pelo capital privado ou, até, por estatais europeias. Vejam as obras de Aloisio Biondi e de Amaury Riberio Júnior, onde tais processos ficarão bem claros.
         Tivemos a venda de todo o complexo siderúrgico, especialmente da Companhia Siderúrgica Nacional, fundada por Getúlio Vargas, de todo o sistema de telefonia (não antes de este segmento receber uma grande atualização tecnológica, o criou o falsa impressão de que as privatizações melhoram as telecomunicações), a venda da Rede Ferroviária Federal S. A., de alguns bancos, é várias outras medidas no mesmo sentido.
        Além dos financiamentos do BNDES, outros agentes fundamentais na onda de privatizações foram os fundos de pensão dos servidores públicos, sendo que muitos destes trabalhadores foram demitidos na onda de privataria, alimentando o gigantesco quadro de desemprego que vigia na época, dada a ortodoxia financeira.
        O índice de desemprego aberto, na década de noventa, batia na casa dos 20%, e o salário mínimo sonhava em atingir o simbólico valor de US$ 100,00 (cem dólares).
Mas de todas as transações da onda de privatizações, a mais escandalosa, com certeza, foi a transferência do controle acionário da Companhia Vale do Rio Doce, a maior produtora de minério do mundo, para o Consórcio Brasil (formado pela CSN privatizada, pelo grupo Bradesco, e pelo Fundo Previ). Na época o leilão estava estimado em R$ 92 bilhões de reais, mas o controle foi repassado ao grupo privado por apenas R$ 3,3 bilhões, ou seja, um valor 28 vezes menor em relação ao previsto inicialmente!
        Mas a privatização não ficou restrita ao patrimônio público, também foi realizada uma contenção de investimentos na área de saúde, com o incentivo aos planos de saúde, e uma tortura diária com o risco de privatização das Escolas Técnicas e das Universidades Federais. O ensino técnico foi fragmentado e perdeu toda a sua base de composição humanística.
Quem ler o Plano Diretor de Reforma do Estado no seu formato puro verá que a proposta principal era transformar as universidades, escolas técnicas (hoje Institutos Ferais de Educação Tecnológica) e os hospitais públicos em organizações sociais. Traduzindo, transferir os serviços sociais para a estranha neologia da iniciativa privada de interesse social. Qualquer semelhança com os casos de escassez financeira da USP, UNICAMP e da UNESP, não é mera coincidência, e sim reprodução de modelo FHC em São Paulo.
           Com exceção dos três grandes agentes financeiros (Banco do Brasil, Caixa Econômica Federal e Banco Nacional de Desenvolvimento Econômico e Social, o nosso BNDES), apenas uma grande empresa com controle acionário público foi mantida: a sociedade de economista PETROBRÁS. Só por curiosidade, nesta mesma época o desconhecido empregado público Paulo Roberto da Costa subia na sua carreira, e passava a ocupar espaço no campo das atividades comerciais da empresa.
Tal processo não teve continuidade por dois fatores: 1º) a grande mobilização social em torno da Vale do Rio Doce atrasou o andamento da política de privatizações; 2º) a eleição de Luís Inácio Lula da Silva em 2002.
         Antes da campanha eleitoral, a empresa já possuía até um novo nome comercial PETROBRAX, e demonstrando que os caminhos estavam desenhados. Ou seja, numa eventual eleição do ex-ministro do Planejamento de FHC, José Serra, a PETROBRAS seria privatizada.
       Hoje, seguindo um caminho contrário, a PETROBRÁS mantém controle público e se constituí não apenas na maior empresa petrolífera da América Latina, mas numa das maiores do mundo, disputando espaço com as gigantes norte-americanas, russas e chinesas.
       Além disso, a PETROBRÁS é a principal mola para alavancar os projetos do Pré-sal, de onde teremos recursos para promover uma verdadeira revolução nos campos da saúde e da educação. Logo, não é mais um patrimônio a ser jogado fora, mas uma fiadora do futuro!
       Tamanha é a importância da PETROBRÁS para a economia brasileira, que um dos primeiros escândalos fabricados pela imprensa foi a compra da Refinaria de PASADENA nos Estados Unidos. O que ficou escondido na informação repassada pelo cartel Veja-Globo-Folha-Estadão, foi o fato de o Brasil ter fincado as suas bases de atuação no maior mercado consumidor de petróleo e maior economia do planeta, num resenho completo da geopolítica-estratégica proposta nos anos noventa.
          A empresa estatal, que no período FHC era considerada como deficitária e desprezível, símbolo do atraso, hoje é a principal fiadora do nosso desenvolvimento energético e ponta de lança na expansão da influência econômica do país no mercado internacional.
Logo, há algo mais na divulgação seletiva de nomes da lista da figura “altamente confiável” de Paulo Roberto da Costa! Diga-se de passagem, sem nenhuma base material que dê sustentação à onda de denuncismo.
        Pergunto, se o novo astro da mídia de direita já atuava na área comercial da PETROBRÁS desde o governo de Fernando Henrique Cardoso, porque não tivemos listado o nome de nenhum parlamentar do PSDB ou do DEM? Será que o personagem em questão se tornou desonesto e constituiu a sua fortuna no exterior de uma hora para a outra? Será que não teve nenhuma participação na onda de privatizações da década de noventa?
Bom, se para José Serra a formação de cartel é uma medida comum no mercado, para a Veja, a Globo, a Folha e o Jornal Estado de São Paulo, não há necessidade de demonstrar provas concretas das suas denúncias. A liberdade de imprensa e o direito ao sigilo da fonte são considerados alvará de irresponsabilidade, especialmente quando o alvo forem os quadros, partidos e movimentos de esquerda.
         A verdade é que não estamos apenas diante de uma tentativa de desgastar o Governo, o que já se mostrou ineficaz em outras oportunidades, pois sempre que defrontado com problemas de corrupção, a atual gestão nunca jogou a lama para debaixo do tapete, mas ao contrário, sempre puniu os responsáveis. O alvo de todas as denúncias é a própria estatal petrolífera! O governo é um dos alvos, mas o que a imprensa de direita pretende é criar um pânico internacional como a fracassada tentativa pré Copa do Mundo. As consequências pretendidas são a eleição dos seus candidatos, e uma onda de quebradeira econômica.
        Não é por acaso que mesmo com uma elevação de 1,5% no último trimestre, e significativos indicadores positivos de alta da economia, tanto os grandes meios de comunicação de direita, quanto os asseclas do mercados financeiro tentam diariamente apresentar um quadro de pânico. Não mais absurdo do que a preocupação da Globo com as tarifas de luz, quando em 2015 teremos o ingresso pesado da energia diversos pólos eólicos. Há uma indústria do terror para forçar a elevação da taxa de juros, reduzir os investimentos e paralisar a economia.
         Felizmente, a economia brasileira segue insistindo na resistência aos prognósticos alarmistas, e mostrando um vigor muito superior aos centros do capitalismo avançado. Isso não quer dizer que a nossa estratégia econômica não precise de ajustes, mas isso não deve ser feito pelo afastamento do estado, mas pelo aprofundamento do seu papel de investidor. O aumento do gasto público, e não o corte, é essencial para a garantia de um mercado consumidor estável.
        Mas, todas as vezes que as ações da PETROBRÁS são derrubadas na Bolsa, perde-se uma fortuna muitas vezes maior do que os desvios da patética figura de Paulo Roberto da Costa. A empresa também perde credibilidade e, principalmente, capacidade de investimento.
      Na onda do quanto pior melhor, típico de quem não a menor responsabilidade com o desenvolvimento do país, o alvo de determinados grupos de imprensa é a possibilidade de o Brasil avançar social e economicamente com a utilização dos recursos do Pré-sal.
      Então, estes ataques constantes realizados por determinados grupos midiáticos não são direcionados apenas ao governo, como atestou a presidenta da Associação Nacional dos Jornais, mas à nossa economia, ou melhor, ao nosso modelo econômico.
Será muito mais fácil vender uma empresa com capital reduzido, do que uma potência econômica como hoje a PETROBRÁS se apresenta. O processo eleitoral não envolve apenas uma disputa pelo poder central do Estado, mas de diretrizes econômicas e da nossa própria soberania como nação.
         Assim como Aécio e Marina Silva defendem o tripé do arrocho econômico e a independência do Banco Central, também acenam para uma nova onda privatista. Dar um tempo no pré-sal e focar o ódio político na PETROBRÁS, é apenas mais um passo para vender a rentável empresa estatal a preço de bananas ao capital internacional.
        A experiência da Vale do Rio Doce já comprovou que esta não é uma medida difícil para os defensores da lógica do privatismo, pois a PETROBRÁS é uma sociedade de economia mista. Basta apenas a vendas de algumas ações, para derrubar toda a onda progressista dos últimos doze anos, e jogar pela janela o nosso futuro político, social e econômico!

segunda-feira, 1 de dezembro de 2014

Para dirigente do MST, pauta mínima será o assentamento de 120 mil famílias








Depois do apoio dado à campanha para a reeleição da presidente Dilma Rousseff, o Movimento dos Trabalhadores Rurais Sem Terra (MST) apresentou a fatura ao governo. Além de repudiar a indicação da senadora Kátia Abreu para comandar o Ministério da Agricultura, as lideranças do MST exigem que, até julho do próximo ano, a presidente zere a demanda imediata do movimento e assente no campo 120 mil famílias.

O pedido já foi levado ao governo pelas lideranças do movimento em conversas com Miguel Rossetto, atual ministro do Desenvolvimento Agrário, que deverá se ocupar oficialmente, a partir de janeiro, da relação do governo com movimentos sociais, função principal da Secretaria-Geral da Presidência da República.

Além disso, o movimento busca um acordo com o governo para que seja estabelecida uma meta de assentar, a cada ano do segundo mandato, pelo menos 50 mil famílias, ponto que o governo resiste em atender.

“Já conversamos sobre isso com o Rossetto. A gente quer que ela construa com todos os outros movimentos do campo um plano de metas. O MDA não quer fazer um plano de metas, o Incra não quer fazer um plano de metas, porque tem medo de não cumprir as metas. Nós acreditamos que para resolver o problema das desapropriações tem que ter um plano de metas. Da nossa parte, neste plano de metas, vamos pedir que pelo menos 50 mil famílias sejam assentadas, a cada ano, até o final do mandato dela”, criticou um dos coordenadores nacionais do MST, Alexandre Conceição.

Conceição, não poupou críticas ao tratamento dado pela gestão de Dilma no primeiro mandato à reforma agrária. “Dilma foi pior que Sarney”, comparou, referindo-se à média de 23 mil famílias assentadas a cada ano, marca do governo de Dilma.

“Sempre tivemos uma relação de cobrança de nossa pauta seja qualquer governo. No quesito reforma agrária, o governo Dilma é um dos piores. Dilma foi pior que Sarney. Ela apresentou no ano passado 100 decretos, que não chegaram a assentar 20 mil famílias. A média da presidente tem sido assentar 23 mil famílias por ano, uma das piores de todos os presidentes após a redemocratização do Brasil”, criticou Conceição.

“Diálogo a gente tem muito, conversa conversa, conversa. Mas o atendimento da pauta da reforma agrária tem sido muito aquém do desejado”, reclamou.

O MST reconhece, no entanto que, no primeiro mandato de Dilma, houve ações importantes para que os assentamentos já existentes prosperassem economicamente. Entre as políticas desenvolvidas, Conceição aponta o Programa Nacional de Alimentação Escolar (Pnae) e o Programa de Aquisição de Alimentos (PAA). “Isso ajudou a fortalecer os assentamentos porque criou o preço mínimo, criou o mercado direto com os produtores rurais, sem o atravessador”, ponderou.

“Agora queremos avançar no programa de agroindústria sob controle dos camponeses, que podem, a partir de sua produção, agregar mais valor aos produtos”, disse Conceição.

Governo da Bahia solicita permanência da Força Nacional no sul do estado.

 


         A pedido do governo da Bahia, o Ministério da Justiça prorrogou por 90 dias a permanência de tropas da Força Nacional de Segurança Pública nas cidades do sul do estado, onde a tensão entre índios e não índios exige o reforço policial. Os incidentes violentos resultantes da disputa por terras se intensificaram a partir do final do primeiro semestre de 2013.

            Conforme estabelece a Portaria 1.948, publicada no Diário Oficial da União de sexta-feira (28), o efetivo da Força Especial apoiará as forças de segurança baianas em ações de preservação da ordem pública, mantendo a segurança e o patrimônio dos moradores de Buerarema, Una e Ilhéus, quando esses municípios forem ameaçados pelos “conflitos fundiários envolvendo indígenas e produtores rurais assentados na região”.

                  O novo prazo de permanência do efetivo é válido a partir do dia 28. Por questões estratégicas, o número de policiais deslocados para a região, a partir do combinado com as autoridades baianas, não foi divulgado. A operação é supervisionada pelos órgãos de segurança pública baianos.