quinta-feira, 3 de julho de 2014

AFRONTA AO POVO BRASILEIRO.

‘Onde estão os protestos?’, ironiza Blatter.



‘Onde estão os protestos?’, ironiza Blatter

O presidente da Fifa, Joseph Blatter, aproveitou um seminário no Rio de Janeiro, nesta quarta-feira (2), para alfinetar a parcela da população que participou das manifestações contra a realização da Copa do Mundo. “Onde estão os protestos? Onde está a ira social?”, questionou. O dirigente suíço destacou o sucesso que o evento tem alcançado no aspecto organizacional e esportivo, mas assumiu que não é um “Mundial perfeito”. “A imprensa internacional questionava. Todos estavam errados. Não digo que é perfeito. Mas disseram que os estádios não estariam prontos. E estão prontos, e o Brasil tem hoje obras de arte como estádios”, avaliou, após felicitar o governo federal pelos esforços na preparação do evento. Blatter disse que a Copa de 2014 mostrou que não existe mais uma “nação dominante” no futebol, depois de tantas surpresas e jogos emocionantes. “Não há mais nações dominantes. Isso acabou. Todos estão no mesmo nível. E o nível melhorou. É o futebol em seu nível máximo”, ressaltou. O presidente da Fifa revelou uma visita realizada ao antigo dirigente da instituição, João Havelange, que não pôde ir aos estádios por causa de problemas de saúde e disse esperar que o nível da competição continue alto. “Vamos cruzar os dedos para que jogos continuem no mesmo padrão. Mas tudo está bom. As coisas vão bem. Onde estão os protestos? Quero cumprimentar o povo brasileiro. Eles aceitaram a Copa e é uma necessidade neste País onde o futebol é religião”, completou.

ESCONDENDO A VERDADE. DE NOVO...

TRF tranca ação penal contra militares acusados de participar do atentando no Riocentro.



TRF tranca ação penal contra militares acusados de participar do atentando no Riocentro

O Tribunal Regional Federal da 2ª Região trancou a ação penal contra seis acusados de participar de um plano de atentado no Riocentro, quando uma bomba explodiu no estacionamento do complexo durante um show em comemoração ao Dia do Trabalho, em 1891, durante a ditadura militar. De acordo com a 1ª Turma do TRF, a jurisprudência brasileira não pode importar normas do Tribunal de Nuremberg sobre a existência de crimes contra a humanidade, inexistente na legislação brasileira. Em fevereiro deste ano, quando o atentando ia completar 33 anos, o Ministério Público Federal (MPF) denunciou quatro oficiais da reserva do Exército e outras duas pessoas, e afirmou que os crimes são imprescritíveis por terem sido cometido em um ataque sistemático ou generalizado à população civil. A Justiça Federal de primeiro grau aceitou a denúncia em maio deste ano, mas a defesa dos acusados ingressou com um pedido de habeas corpus ao TRF-2. Para os desembargadores da Turma, os crimes não se enquadram como lesão a humanidade. O MPF vai recorrer da decisão. O desembargador federal Ivan Athié, relator do caso, afirmou que “não podemos admitir que normas alienígenas sejam usadas como se integrassem o ordenamento jurídico brasileiro, em nome de um sentimento de justiçamento perigosamente em voga no nosso país atualmente”. O colegiado acatou o argumento apresentado pelo MPF de que os crimes não são cobertos pela Lei da Anistia, de 1979, e rejeitou os argumentos da defesa, que dizia que a decisão de arquivamento do inquérito pela Justiça Militar equivaleria a julgamento definitivo, com coisa julgada.  O caso Riocentro ficou conhecido quando um sargento do Exército morreu após uma das bombas explodir no colo dele, no estacionamento do prédio. O objetivo da ação militar seria causar pânico na plateia e atribuí-la a militantes contrários ao governo.

BUSCA DA VERDADE COM SERIEDADE.

Ministra do STM diz que é preciso cuidado para não manchar instituições sérias.


A presidenta do Superior Tribunal Militar (STM), Maria Elisabeth Rocha, demonstrou preocupação com a responsabilização das Forças Armadas no processo de apuração dos crimes da ditadura militar. Para ela, as torturas que ocorreram na época da ditadura no país não refletiram o pensamento da instituição militar como um todo.
“É muito importante que a sociedade brasileira saiba que não houve essa homogeneidade em relação à tortura nas Forças Armadas. É preciso ter cuidado para não manchar instituições que são honradas”, disse a ministra, em participação no programa Espaço Público, da TV Brasil, na noite de 1º de julho.
Maria Elisabeth chamou de “sociopatas” os torturadores da ditadura, e questionou se havia, de fato, uma estrutura hierárquica oficial no ambiente de tortura de presos políticos. “Será que estavam cumprindo ordens? Quem é que dava uma ordem dessa”?
É essa pergunta que tem sido buscada pela Comissão Nacional da Verdade (CNV). O coordenador da CNV, Pedro Dallari, questionou sobre possíveis documentos da ditadura militar ainda não revelados pelas Forças Armadas. A presidenta do STM, que não é militar, afirmou que defende o trabalho da CNV, mas disse acreditar que as Forças Armadas já revelaram todas as informações de que dispunham.
“Ainda há documentos a serem buscados? Ninguém sabe essa resposta. Acredito que não tem ninguém escondendo nada. Minha experiência com as Forças Armadas é que não existem coisas sendo escondidas”, explicou.
Maria Elisabeth falou também sobre a militarização das polícias, algo defendido por ela. Para ela, a militarização é importante para que haja maior controle dos policiais. “Acho que homens que portam armas precisam de uma cadeia de comando, de uma subordinação, e a militarização garante isso”. Ela reconheceu, no entanto, a existência de problemas como a violência policial, mas não acredita que a desmilitarização seja a solução. “Existe a questão da violência policial, mas imagina se não houvesse a submissão da cadeia de comando? O poder civil não tem uma relação de comando direta como o militar”.
Ela também criticou a atual legislação militar que, em sua ótica, precisa se adaptar às conquistas legais da sociedade civil. “Já julguei casos de violência de homem militar contra mulher militar, mas, lamentavelmente, temos que julgar como lesão corporal, porque a Lei Maria da Penha não é aplicada na legislação militar. Por isso clamo por mudanças”.
A ministra tomou posse na presidência do Superior Tribunal Militar (STM) no dia 16 de junho. É a primeira vez em 206 anos de existência que uma mulher preside a corte. Maria Elizabeth terá um mandato de curta duração, com apenas nove meses, e, em sua cerimônia de posse, prometeu agir em favor da igualdade de gênero e contra a discriminação a homossexuais nas Forças Armadas.

NEGAÇÃO DA VERDADE.

Comissão da Verdade lamenta que Forças Armadas não reconheçam tortura.


BRASÍLIA - A Comissão Nacional da Verdade (CNV) divulgou nesta quarta-feira (2) nota em que afirma que "deplora e lamenta" a conclusão das Forças Armadas quanto ao uso de instalações do Exército, da Marinha e da Aeronáutica para prática de tortura em suas instalações, durante a ditadura militar. Em relatórios enviados à CNV e divulgados pela comissão no dia 18 de junho, as Forças Armadas concluíram que não houve desvio de finalidade do uso de suas instalações.
O coordenador da CNV, Pedro Dallari, disse que a posição dos militares representa uma posição política contrária à colaboração e à busca da verdade. "Se uma estrutura do Estado age dessa maneira surpreendente e completamente dissociada da realidade, que tipo de compromisso tem com a história?", disse Dallari à Agência Brasil.
A conclusão das Forças Armadas foi apresentada após sindicâncias, em resposta à CNV, que questionou as corporações sobre desvios de finalidade de sete instalações, alocação de pessoal para o desenvolvimento de atividades nesses locais, emprego de recursos financeiros públicos para custeio e manutenção deles, e de que forma foi feita a prestação de contas relativa a esses recursos, entre outras questões. Exército, Marinha e Aeronáutica negaram desvios e alegaram que seguiram a lei.
"Os dados disponíveis não permitem corroborar a tese apresentada por aquela comissão, de que tenha ocorrido desvio formal de finalidade do fim público estabelecido para as instalações objeto da investigação", afirmou, em documento, o Exército Brasileiro, que não reconheceu que os destacamentos de operações de informações foram usados para tortura.
Na nota divulgada hoje, a CNV avalia que as conclusões das sindicâncias estão equivocadas e que desconsideram inclusive que o Estado brasileiro já "reconheceu sua responsabilidade por aquelas condutas criminosas de militares e policiais praticadas durante a ditadura, incorrendo inclusive no pagamento de indenizações por conta justamente de fatos agora surpreendentemente negados".
Para Dallari, a prática de tortura em instalações do Estado brasileiro não é sequer discutível. "É público e notório", destacou, acrescentando que o pedido de informações da CNV enviado em fevereiro, menciona casos de tortura e morte vivenciados nas instalações e que geraram o pagamento de indenização por parte do Estado. Uma seleção feita, justamente, para que não houvesse dúvidas sobre o que ocorreu naqueles locais.
O coordenador da CNV considera um paradoxo o fato de, no mesmo mês em que a comissão recebeu a negativa das Forças Armadas, ter recebido também documentos do Departamento de Estado dos Estados Unidos, produzidos no período de janeiro de 1967 a dezembro de 1977, que foram tornados públicos hoje, por meio do site da CNV.
Segundo Dallari,  os arquivos mostram o profundo conhecimento que se tinha sobre a prática de tortura no Brasil, inclusive nos locais investigados pelas Forças Armadas a pedido da comissão. Um deles, de 1973, registrado como A-90, detalha o procedimento dos interrogatórios, citando inclusive os métodos de tortura física ou psíquica e que foram usados para obter informações.
Na nota, comissão diz que enviará pedido de esclarecimento ao Ministério da Defesa sobre as informações e conclusões produzidas pelas sindicâncias. "Nós vamos continuar perguntando", disse o coordenador, para quem a situação não só prejudica o trabalho da CNV, que tem até o mês de dezembro deste ano para concluir os seus trabalhos, como gera o desgaste das forças diante da população.

terça-feira, 1 de julho de 2014

CRIME EM ÁREA DE CONFLITO INDÍGENA.



Buerarema: Clima quente na região de conflito entre índios e agricultores!


   No dia de ontem, segunda-feira, aproximadamente às 18 horas  ocorreu um crime na região dos conflitos entre agricultores e índios, dois corpos foram encontrados com marcas de tiros na Fazenda Bonfim, que fica no  município de Ilhéus.
Os corpos são de dois homens de nomes Valdir e Antonio, os executores  mataram os homens e cortaram a orelha de um dos cadáveres.
Policiais da Força Nacional e militares do Exercito já se encontra no local. De acordo com o genro da proprietária da fazenda um dos mortos é um pequeno agricultor e o outro é um meeiro da fazenda. O caso só veio a tona hoje, porque um outro agricultor que estava presente no local fugiu para dentro da mata, fugindo dos assassinos para não morrer.

Fonte: Macuco News

A LUTA CONTINUA.

Mais um ano de movimentos históricos.


As greves continuam sendo deflagradas pelo País, apesar de ser ano eleitoral e ainda a Copa do Mundo ocorrer no Brasil, nada desvia a atenção dos trabalhadores, que clamam por seus direitos.

No Brasil todo, cerca de 14 categorias em 23 Estados, como Rio de Janeiro, Bahia, São Paulo, Ceará  e outros, estiveram em greve até junho de 2014, de acordo com uma publicação da revista Veja. Em Goiás, os números também foram relevantes, tanto classes de servidores públicos municipais quanto federais aderiram aos movimentos grevistas. Hoje, a saúde e educação municipal estão em greve, recentemente foi findada a greve dos motoristas do transporte coletivo na capital. Apesar dos pontos negativos que toda greve traz consigo, especialistas garantem que, no geral, os movimentos que ocorreram em Goiás e em todo País tiveram bons resultados, o sofrimento do povo não foi totalmente em vão, mesmo com as poucas conquistas das classes.
O vice-presidente da Central Única dos Trabalhadores, Ademar Rodrigues, cita que houve greves da administração das universidades federais, que, de acordo com ele, nem foram recebidas pela presidente, Dilma Rousseff, para conversa. "Nossos amigos da área de cultura também, mas retomaram as atividades recentemente, a Polícia Federal negociou com o governo e, apesar de não conseguir uma negociação totalmente satisfatória, voltou ao trabalho. Os servidores da limpeza pública deixaram o serviço por conta de atrasos salariais por um tempo neste ano", explica.
Além das entidades citadas por Ademar, também houve a paralisação do Instituto Medico Legal (IML), dos bancários da Caixa Econômica Federal, dos servidores do Serviço de Atendimento Móvel de Urgência (Samu), Instituto Federal de Educação, Ciência e Tecnologia (IFG) e até mesmo dos jogadores do Formosa Esporte Clube, por atraso salarial.

Greves acontecem em todas as esferas do País

Ademar ressalta que a greve que foi novamente deflagrada pela educação só foi retomada pelo não cumprimento do governo quanto ao acordo firmado no início do ano. "Nas cidades de Valparaíso e Águas Lindas de Goiás e outras cidades, tivemos a paralisação dos policiais militares e civis, os motoristas de ônibus da capital também conseguiram findar as negociações há poucos dias", afirma. Ele ainda cita os movimentos estudantis, que mesmo não se tratando de greves foram importantes no Estado.
Quando a possíveis abusos, tanto da parte dos grevistas quanto do governo, Ademar explica que o que mais chamou a atenção foi a prisão de três estudantes durante os protestos do movimento estudantil em Goiânia. "Tanto foi abusivo que tiveram de soltá-los posteriormente. Eu sou totalmente contra qualquer tipo de depredação, tudo deve ser feito legalmente e de maneira responsável", diz. O vice-presidente cita também a greve dos funcionários dos Correios, que tiveram boas negociações: "Mas isso ocorreu porque a empresa é particular e não pública, eles têm mais formas de negociação e o acordo coletivo, que é outra luta que buscamos para os trabalhadores públicos", explica.
De modo geral, Ademar analisa que, apesar das muitas greves, os benefícios para os trabalhadores não foram relevantes. "Em alguns casos eles nem foram recebidos ou ouvidos, em outros houve alguns reajustes, como para os motoristas, mas nada muito grande. Por ser um ano eleitoral, e ter os jogos da copa, as pessoas acham que era o momento de fazer greve, mas não é bem assim. Independente desses aspectos, elas iriam ocorrer", afirma.
saldo 
positivo
Para o sociólogo Leonardo de Moraes, mesmo com todo desgaste causado na população pelas greves e as privações causadas pelas mesmas, no geral há um saldo positivo, o Brasil aprende e cresce com tais movimentos. "O nível de organização dessas greves é alto, são movimentos conscientes de categorias profissionais como no caso dos educadores e trabalhadores da saúde. Existem lideranças e são por questões consistentes não insólitas", reflete.
Leonardo cita que o nível de reflexão causado pelas greves na sociedade é outro ponto positivo. "As pessoas se veem obrigadas a pensar a respeito, seja para discordar ou concordar com tal movimento. Isso leva as pessoas a debaterem o assunto e o debate é sempre um crescimento, é uma forma de mostrar as opiniões", diz. A avaliação aponta que uma sociedade pensante é mais produtiva e consciente do que aquela que não tem nada a se discutir, as greves levam à reflexão e também ao crescimento do senso crítico do povo. Levando em consideração que este é um ano eleitoral, tal situação se torna mais vantajosa ainda para o País.
Resquícios 
históricos
O sociólogo esclarece que esta não é a primeira vez que este fenômeno ocorre, o número de greves em todo o País já esteve inclusive maior, como nos anos 70 e 80, no entanto, desta vez, há alguns diferenciais. "Essas dos anos anteriores são marcos históricos, agora temos uma retomada, não chega a ser como na Argentina, com uma greve geral, no entanto o que ocorre no Brasil o movimenta de forma intensa", explica. Leonardo diz que, ao mesmo tempo, as greves no Brasil são genéricas e isso é novo, o nível de escolaridade dos grevistas e da população em geral é maior que em outros tempos. "O poder econômico do País e da população também melhorou, o que dá de certa forma um nível novo de repercussão desses pontos de vista", afirma.  
Não se trata mais só de direitos trabalhistas, o brasileiro busca por melhor qualidade de vida: "Como um trocadilho, eles querem acordar, ou seja, dar cor ao dia a dia aos processos e ao seu trabalho", diz. Ele ressalta que as greves deixam um legado social muito grande para as novas gerações. Adolescentes e crianças que estão, hoje, vendo esses movimentos poderão avaliar melhor suas condições futuras, em todos os aspectos da vida. "É perceptível que até mesmo os discursos dos candidatos mudaram, eles percebem que o povo acordou para sua realidade e exigem melhora. Isso pode sim trazer mais cultura, e educação e melhorias para o povo", analisa Leonardo.

Movimento “Vem pra Rua” completou um ano

No último dia 20 de junho a manifestação com a #vemprarua completou um ano. Em Goiás, assim como aconteceu em dias de jogos, alguns estabelecimentos fecharam as portas em prol da democracia, a concentração iniciada no centro da cidade trouxe boa parte dos goianienses para o movimento, que, apesar dos ânimos, correu bem. No dia, cerca de 10 mil rosas brancas foram entregues para os cidadãos pela Polícia Militar.
Para a especialista em psicologia social Margarete Regina, ouvida pela reportagem do DM na época, o aumento do valor da passagem dos ônibus do transporte coletivo foi apenas o estopim para que a manifestação ganhasse força. "Nunca conseguiremos mudança pedindo pelo amor de Deus, a sociedade se mexe, quando as pessoas sentem o que está acontecendo, e, portanto, fazem parte daquilo, se veem assim, na obrigação de participar e fazer o seu papel", explicou. Ela cita que há vantagens e desvantagens nesse tipo de movimento. "A vantagem disso é que estamos nos movimentando, fazendo abaixo assinado e nossas reivindicações. As desvantagens são as pessoas mal-intencionadas, que vão fazer depredação, bagunça e, principalmente, instigar a violência", relata.
De acordo com o cientista político e professor Luiz Signates, o Brasil nunca esteve dormindo, e que esse movimento foi mais uma demonstração da força que a sociedade tem quando quer expor sua vontade e direitos. No ano passado ele acreditava que o "Vem pra Rua" pudesse mudar algo na sociedade e política brasileira, no entanto não foi o que aconteceu de fato. "Acho que serviu sim para chamar atenção da classe política para mudanças que podem ainda ocorrer, isso nós veremos nas urnas em outubro. No entanto, não vi nenhuma mudança. A animação em torno do futebol acabou ofuscando e o movimento não se renovou", explica Luiz. O cientista político afirma que o foco de mudança principal do movimento "Vem pra Rua", infelizmente, não findou, que era a reforma política no País.

SAMU EM GREVE A PARTIR DE HOJE!!

Técnicos e enfermeiros do Samu em Salvador entram em greve a partir desta terça-feira.


Profissionais das UPAs e de emergências móveis e fixas também aderiram ao movimento.

   Os profissionais do Samu (Serviço de Atendimento Móvel de Urgência), técnicos e enfermeiros, decidiram paralisar as atividades na capital baiana. A partir de terça-feira (1º), a categoria entrará em greve por tempo indeterminado.

   A decisão foi tomada em assembleia realizada no 5º Centro de Saúde, na avenida Centenário. Profissionais das UPAs (Unidades de Pronto Atendimento) e de emergências móveis e fixas também aderiram ao movimento paredista.

   Segundo informações do diretor do Sindseps (Sindicato dos Servidores da Prefeitura do Salvador), Everaldo Braga, a greve foi motivada por diversas questões, como a falta de ambulâncias e condições mínimas de trabalho para os socorristas. Além disso, a categoria se queixa das gratificações financeiras, que seriam ofertadas apenas aos médicos que integram as equipes.

A direção do sindicato informou que repudia o tratamento discriminatório.

— Como admitir que integrantes de uma mesma equipe sejam tratados de maneira diferenciada, quando todos são fundamentais para o êxito do trabalho?

Ainda de acordo com Braga, mesmo com a greve, o efetivo de 30% de trabalhadores estarão em atividade, conforme determinação da lei.

— Tentamos garantir um canal de negociações com a gestão municipal. Isso nos tem sido negado. Ouvimos palavras de menosprezo pela função do profissional de Enfermagem e outros absurdos que mostram o desrespeito por estes trabalhadores. O trabalho dedicado desses servidores tem que ser valorizado. Parece até que os gestores se lembram do Samu apenas para compor as peças publicitárias da administração.

Com informações do Portal R7 News.