segunda-feira, 2 de setembro de 2013
LEVANTE POPULAR PROTESTA EM FRENTE A TV BAHIA
PRODUZIDO E POSTADO
POR PARANÁ
O Levante Popular
da Juventude, organização de jovens ligados ao movimento estudantil, realizou
no dia 30 de agosto, a última sexta feira o 2º Ato Nacional Contra o Monopólio
da Mídia, às 17 horas, em frente à Sede da Rede Bahia, em Salvador, na Estrada de
São Lázaro.
O movimento teve a
motivação de abrir os olhos da população contra a manipulação da televisão,
conforme texto redigido pelo levante.
“Atualmente, estima-se que sete grupos controlam 80% de tudo que é visto, ouvido e lido na mídia brasileira.” (Brasil de Fato).
Queremos transformar a realidade, queremos mudar o Brasil, e a democratização dos meios de comunicação é imprescindível a esse anseio! A elite brasileira educa a população todo dia a seu modo, faz o povo servir aos seus interesses e até mesmo reproduzi-los, pois detém os meios necessários para a comunicação de massas: intervindo de maneira eficaz e seletiva, informando apenas o que lhe interessa e a partir do direcionamento mantenedor dos seus privilégios.
O monopólio da mídia impede a participação popular, a existência de rádios e TVs populares que exponham a realidade do povo e o que nós realmente queremos; que faça com que o povo seja de fato protagonista da sua história e possa comunicar massivamente o seu Projeto Popular de nação, resgatando sua memória, impulsionando cotidianamente a transformação.
A Rede Bahia, afiliada da Rede Globo de Televisão tem a sua história marcada por escândalos e corrupção. Propriedade da família Marinho, o grupo controla a maior rede de televisão do País, a Rede Globo de Televisão. Em torno dela está formada uma cadeia composta por 121 emissoras de TV entre geradoras (06) e afiliadas (115), com uma cobertura que alcança 5.441 municípios brasileiros e um público estimado em 159 milhões de espectadores. A Rede Globo e a Rede Bahia estão diretamente envolvidas no período nefasto da Ditadura Militar (1964-1985) em nosso país, que cumpriu o papel de entregar as nossas riquezas para o capital estrangeiro, perseguir, torturar e assassinar uma série de lutadores e lutadoras que queriam ver brotar a democracia em nosso país. Nesse momento, pesa sobre a Rede Globo a revelação de que houve irregularidades na compra dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002 pela emissora, que teve que pagar R$ 270 milhões à Receita Federal, apesar de mentir, negando a sonegação fiscal. A Rede Globo e a Rede Bahia tremem de medo e ódio quando as organizações populares e movimentos sociais de comunicação afirmam a necessidade da Democratização dos Meios de Comunicação em nosso país.
LEVANTE PELA DEMOCRATIZAÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO!
LEVANTE CONTRA O MONOPÓLIO DA INFORMAÇÃO!
O POVO NÃO É BOBO, ABAIXO A REDE GLOBO!
REDE BAHIA, MENTIRA TODO DIA!
imagens obtidas no facebook
“Atualmente, estima-se que sete grupos controlam 80% de tudo que é visto, ouvido e lido na mídia brasileira.” (Brasil de Fato).
Queremos transformar a realidade, queremos mudar o Brasil, e a democratização dos meios de comunicação é imprescindível a esse anseio! A elite brasileira educa a população todo dia a seu modo, faz o povo servir aos seus interesses e até mesmo reproduzi-los, pois detém os meios necessários para a comunicação de massas: intervindo de maneira eficaz e seletiva, informando apenas o que lhe interessa e a partir do direcionamento mantenedor dos seus privilégios.
O monopólio da mídia impede a participação popular, a existência de rádios e TVs populares que exponham a realidade do povo e o que nós realmente queremos; que faça com que o povo seja de fato protagonista da sua história e possa comunicar massivamente o seu Projeto Popular de nação, resgatando sua memória, impulsionando cotidianamente a transformação.
A Rede Bahia, afiliada da Rede Globo de Televisão tem a sua história marcada por escândalos e corrupção. Propriedade da família Marinho, o grupo controla a maior rede de televisão do País, a Rede Globo de Televisão. Em torno dela está formada uma cadeia composta por 121 emissoras de TV entre geradoras (06) e afiliadas (115), com uma cobertura que alcança 5.441 municípios brasileiros e um público estimado em 159 milhões de espectadores. A Rede Globo e a Rede Bahia estão diretamente envolvidas no período nefasto da Ditadura Militar (1964-1985) em nosso país, que cumpriu o papel de entregar as nossas riquezas para o capital estrangeiro, perseguir, torturar e assassinar uma série de lutadores e lutadoras que queriam ver brotar a democracia em nosso país. Nesse momento, pesa sobre a Rede Globo a revelação de que houve irregularidades na compra dos direitos de transmissão da Copa do Mundo de 2002 pela emissora, que teve que pagar R$ 270 milhões à Receita Federal, apesar de mentir, negando a sonegação fiscal. A Rede Globo e a Rede Bahia tremem de medo e ódio quando as organizações populares e movimentos sociais de comunicação afirmam a necessidade da Democratização dos Meios de Comunicação em nosso país.
LEVANTE PELA DEMOCRATIZAÇÃO DOS MEIOS DE COMUNICAÇÃO!
LEVANTE CONTRA O MONOPÓLIO DA INFORMAÇÃO!
O POVO NÃO É BOBO, ABAIXO A REDE GLOBO!
REDE BAHIA, MENTIRA TODO DIA!
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Artigo
Reforma Urbana, já! A cidade que a gente quer se consegue na luta. Por Helena Silvestre
As jornadas de junho colocou o tema da mobilidade urbana no centro da agenda a partir da luta pela redução das tarifas. O controle dos cartéis do transporte e sua relação promíscua com o Estado vieram à tona a partir das denúncias de desvio de dinheiro público. Temas como a estatização dos transportes, a tarifa zero e o passe-livre vieram ao primeiro plano.
Mas, junto com isso, outras reivindicações foram entrando no cenário das lutas, especialmente às que exigiam mais e melhores serviços públicos, como é o caso da saúde e educação. Isso trouxe à tona toda problemática da chama “crise urbana”.
No entanto, existe outra reivindicação, que é parte intrínseca dessa mesma luta, que precisa ser colocada com mais centralidade na agenda dos movimentos sociais: trata-se da luta pela reforma urbana. Uma luta muito importante, particularmente para as camadas mais pobres da nossa classe.
Todas essas reivindicações, evidentemente, se chocam frontalmente com o modelo de cidade vinha sendo implementado pelo PSDB, mas que, infelizmente, seguiu se aprofundando sob os governos do PT: uma cidade a serviço dos negócios dos capitalistas. Não por outro motivo que agora, as mobilizações de junho atingiram todos os governos, sem diferenciação. Isso exige não só reflexão, mas também uma nova atitude dos movimentos populares.
A questão urbana no centro da agenda
Não é de agora que muitas discussões acontecem nos meios militantes, de esquerda, intelectuais e outros, sobre os rumos da cidade: Como ela se desenvolve, com que perspectivas e pra quem.
É parte da história das mais importantes lutas do Brasil, a participação de movimentos populares: os movimentos de moradia, os movimentos populares de saúde, os clubes de mães, os movimentos contra a carestia que foram atores dos enfrentamentos que construíram – em unidade fortíssima com o movimento sindical – nossas bases nas décadas de 70 e 80.
Afinal, a divisão sindical e popular não é algo natural da classe, é também uma divisão burguesa que compartimenta os problemas de nossa vida em secretarias, ministérios, subprefeituras, categorias etc.
Temos ainda um longo caminho a trilhar e muitos erros deverão ocorrer, mas só erra quem tenta e nós tentamos e tentaremos muito, até conseguir!
Neste período que se abriu no Brasil, de lutas muito massivas e populares em junho, e greves e retomada da luta dos trabalhadores em julho, vemos como tudo está tão ligado, o quanto somos uma só classe, explorada no trabalho e na vida toda.
O tema do transporte foi o estopim de outro debate: o de como é que as cidades vêm sendo produzidas sob o signo da lógica do lucro e da humilhação e degradação das vidas dos mais pobres.
O nível insuportável a que chegou o tema da mobilidade urbana explodiu em lutas massivas, mas há também o gravíssimo problema da super concentração populacional das cidades, do monopólio das propriedades urbanas vazias nas mãos dos especuladores, da subida no preço dos aluguéis, da militarização do espaço urbano como controle social da miséria, do sucateamento dos serviços públicos com ênfase na saúde e educação públicas.
É preciso pautar com centralidade a luta pela reforma urbana
Há muitas organizações e movimentos que adaptaram seus princípios e suas formas de luta aos governos – mais que tudo aos governos petistas – e deixaram-se levar (não sem benefícios pessoais a algumas lideranças) pelo enganoso canto da sereia traduzido em conselhos, fóruns, conferências e programas que não alteram estruturalmente a vida dos trabalhadores, porque não toca nos interesses dos mega- empresários da construção civil, dos especuladores imobiliários, das máfias do transporte, e da saúde e educação privadas. Não por acaso nem mesmo o próprio Estatuto da Cidade – comemorado como vitória por amplos setores de esquerda e por intelectuais – vem sendo aplicado. O que avança de fato é o urbanismo de negócio.
Infelizmente, ainda que façam lutas, estes movimentos ficam limitados às migalhas oferecidas pelos governantes num espetáculo onde o povo mais pobre é apenas o espectador de sua própria miséria.
Nós, que sabemos exatamente que tudo isso não mudará a vida dos milhões que vivem precariamente, que são humilhados no transporte como gado, que morrem nas filas dos hospitais, defendemos um projeto de cidade dos trabalhadores, uma cidade que se organiza sob a lógica da vida, do desenvolvimento humano, da não concentração, da democracia ampla e direta dos trabalhadores que são exatamente aqueles que produzem toda essa riqueza que se concentra fora de suas mãos.
Para avançar na construção da cidade que queremos uma verdadeira reforma urbana se faz urgente. Uma reforma que tope de fato com os interesses capitalistas, que se atreva a dizer não aos interesses dos mais ricos para poder dizer sim àqueles que tudo fazem e nada tem.
É preciso que os movimentos sociais organizem uma jornada de luta que, dentre outras reivindicações, coloque em pauta: a) a expropriação imediata de todas as áreas vazias que tem dívidas com o poder público para fins de reforma urbana; b) a desapropriação de todas as áreas subutilizadas; c) o controle estatal dos preços dos aluguéis; d) a formação de Conselhos Populares que decidam sobre a política urbana em assembleias populares massivas e não no engodo das conferencias engessadas.
Somente assim, poderemos conquistar uma vida melhor para quem tudo produz! A cidade que a gente quer se constrói na luta!
Por Helena Silvestre, do Movimento Luta Popular
Marx, Lênin, Gramsci e a imprensa
Marx, Lênin, Gramsci e a imprensa
Diante do poder alcançado pela mídia hegemônica e das ilusões ainda existentes sobre seu papel, revisitar as idéias de intelectuais marxistas sobre o tema é da maior importância e causam surpresa por sua enorme atualidade. Marx, Lênin e Gramsci, entre outros pensadores revolucionários, sempre destacaram o papel dos meios de comunicação. Exatamente por entenderem a importância da luta de idéias, do fator subjetivo na transformação da sociedade, fizeram questão de desmascarar o que chamavam, sem meias palavras, de “imprensa burguesa” e de realçar a necessidade da construção de veículos alternativos dos trabalhadores.
Estes dois elementos, a denúncia do caráter de classe da imprensa capitalista e a defesa dos instrumentos próprios dos explorados, são as marcas principais destes intelectuais marxistas. Marx, Lênin e Gramsci dedicaram enorme energia ao trabalho jornalístico, escrevendo centenas de artigos e ajudando a construir vários jornais democráticos e proletários. Foram jornalistas de mão-cheia, produzindo textos que entraram para a história. Sempre estiveram sintonizados com o seu tempo, pulsando a evolução da luta de classes; nunca se descuidaram da forma, da linguagem, para melhor difundir os seus conteúdos revolucionários.
Defesa da liberdade de expressão
Vítimas da violenta perseguição das classes dominantes, os revolucionários nunca toleraram a censura dos opressores e foram os maiores defensores da verdadeira liberdade de expressão. A própria ampliação da democracia foi decorrência das lutas dos trabalhadores, já que nunca interessou à reacionária burguesia. Mas os revolucionários nunca confundiram esta exigência democrática com a proclamada “liberdade de imprensa”, tão alardeada pela burguesia que controla os meios de produção e usa todos os recursos, legais e ilegais, ardilosos e cruéis, para castrar a própria democracia e o avanço das lutas emancipadoras.
Numa fase ainda embrionária do movimento operário-socialista, Karl Marx logo se envolveu na atividade jornalística. Após concluir seu doutorado em filosofia, em 1841, ele pretendia seguir a carreira acadêmica e ingressar na Universidade de Bonn, mas a brutal repressão do governo prussiano inviabilizou tal projeto e o jovem filósofo alemão manteve seu sustento através do jornalismo. Em 1842, ingressou na equipe do jornal Gazeta Renana e virou o seu redator-chefe. Sob sua direção, este periódico democrático triplicou o número de assinantes e ganhou prestígio, mas durou poucos meses e foi fechado pela ditadura prussiana.
Sem ilusões na imprensa burguesa
Na seqüência, entre 1848/49, passou a escrever no jornal Nova Gazeta Renana, que se transformou numa trincheira de resistência ao regime autoritário. Em menos de dois anos, Marx escreveu mais de 500 textos e tornou-se um articulista de sucesso. O combate ao código de censura do governo prussiano resultou na proibição do jornal. Marx ainda escreveu para o Die Press e o New York Tribune sobre política, economia e história. “Era um jornalismo que revelava a minuciosa leitura de Marx, seu alto grau de informação não apenas sobre os fatos e conflitos, como também sobre os atores individuais e a própria imprensa”, relata José Onofre, na apresentação do livro recém-lançado “Karl Marx e a liberdade de imprensa”.
Em sua defesa da liberdade de expressão, ele nunca vacilou na denúncia da ditadura burguesa. Para ele, o jornal deveria ser uma arma de combate à opressão e à exploração e não um veículo neutro. “A função da imprensa é ser o cão-de-guarda, o denunciador incansável dos opressores, o olho onipresente e a boca onipresente do espírito do povo que guarda com ciúme sua liberdade”. Em outro texto, afirma: “O dever da imprensa é tomar a palavra em favor dos oprimidos a sua volta. O primeiro dever da imprensa é minar todas as bases do sistema político existente”. Por estas idéias libertárias, ele foi processado e perseguido.
Poder do capital sobre a imprensa
Outro que nunca se iludiu foi Vladimir Lênin. Atuando num período da ascensão revolucionária, ele foi ainda mais duro no combate aos jornais burgueses. Num texto intitulado “a liberdade de imprensa do capitalismo”, ele desnuda esta falácia. “A ‘liberdade de imprensa’ é também uma das principais palavras de ordem da ‘democracia pura’. Os operários sabem e os socialistas de todos os países reconheceram-no milhares de vezes que esta liberdade é um engano enquanto as melhores impressoras e os estoques de papel forem açambarcados pelos capitalistas, e enquanto subsistir o poder do capital sobre a imprensa”.
“Com vista a conquistar a igualdade efetiva e a verdadeira democracia para os trabalhadores, é preciso começar por privar o capital da possibilidade de alugar escritores, de comprar editoriais e de subornar jornais, mas para isso é necessário destruir o jugo do capital… Os capitalistas chamam sempre ‘liberdade’ à liberdade para os ricos de manterem seus lucros e liberdade para os operários de morrerem à fome. Os capitalistas denominam de liberdade de imprensa a liberdade de suborno da imprensa pelos ricos, a liberdade de usar a riqueza para forjar e falsear a chamada opinião pública”. Nada mais atual!
Numa outra fase histórica, em que o setor da comunicação ainda não era um poderoso ramo da economia, Lênin chegou a se contrapor à participação dos comunistas na imprensa burguesa. “Poder-se-á admitir que colaborem nos jornais burgueses? Não. A semelhante colaboração se opõe tanto as razões teóricas como a linha política e a prática da social-democracia… Dir-nos-ão que não há regra sem exceção. O que é indiscutível. Não se pode condenar o camarada que, vivendo no exílio, escreve num jornal qualquer. É por vezes difícil criticar um social-democrata que, para ganhar a vida, colabora numa seção secundária de um jornal burguês”. Mas, para ele, tais casos deveriam ser encarados como exceção e com princípios.
“Boicote, boicote, boicote”
Para encerrar este bloco, que evidencia que os marxistas nunca nutriram ilusões sobre o caráter de classe da imprensa burguesa e nem se embasbacaram com o seu poder de sedução, vale reproduzir uma longa citação de Antonio Gramsci, o revolucionário italiano de padeceu onze anos nos cárceres. No texto “Os jornais e os operários”, escrito em 1916, ele faz uma conclamação aos trabalhadores que bem poderia servir para uma campanha contra a revista Veja e outros veículos da mídia brasileira na atualidade:
Para ele, a assinatura de jornal burguês “é uma escolha cheia de insídias e de perigos que deveria ser feita com consciência, com critério e depois de amadurecida reflexão. Antes de mais, o operário deve negar decididamente qualquer solidariedade com o jornal burguês. Deveria recordar-se sempre, sempre, sempre, que o jornal burguês (qualquer que seja sua cor) é um instrumento de luta movido por idéias e interesses que estão em contraste com os seus. Tudo o que se publica é constantemente influenciado por uma idéia: servir à classe dominante, o que se traduz sem dúvida num fato: combater a classe trabalhadora. E, de fato, da primeira à última linha, o jornal burguês sente e revela esta preocupação”.
“Todos os dias, pois, sucede a este mesmo operário a possibilidade de poder constatar pessoalmente que os jornais burgueses apresentam os fatos, mesmo os mais simples, de modo a favorecer a classe burguesa e a política burguesa em prejuízo da política e da classe operária. Rebenta uma greve! Para o jornal burguês os operários nunca têm razão. Há uma manifestação! Os manifestantes, apenas porque são operários, são sempre tumultuosos e malfeitores. E não falemos daqueles casos em que o jornal burguês ou cala, ou deturpa, ou falsifica para enganar, iludir e manter na ignorância o público trabalhador. Apesar disso, a aquiescência culposa do operário em relação ao jornal burguês é sem limites”.
“É preciso reagir contra ela e despertar o operário para a exata avaliação da realidade. É preciso dizer e repetir que a moeda atirada distraidamente é um projétil oferecido ao jornal burguês que o lançará depois, no momento oportuno, contra a massa operária. Se os operários se persuadirem desta elementar verdade, aprenderiam a boicotar a imprensa burguesa, em bloco e com a mesma disciplina com que a burguesia boicota os jornais operários, isto é, a imprensa socialista. Não contribuam com dinheiro para a imprensa burguesa que vos é adversária: eis qual deve ser o nosso grito de guerra neste momento, caracterizado pela campanha de assinatura de todos os jornais burgueses: Boicotem, boicotem, boicotem!”.
Construtores da imprensa revolucionária
Exatamente por não nutrirem ilusões na imprensa burguesa, Marx, Lênin e Gramsci sempre investiram na construção de instrumentos próprios das forças contrárias à lógica do capital. Segundo o biógrafo David Riazanov, “a Nova Gazeta Renana tratava de todas as questões importantes, de sorte que o jornal pode ser considerado um modelo de periódico revolucionário. Nenhum outro periódico russo nem europeu chegou à altura da Nova Gazeta… Seus artigos não perderam nada de sua atualidade, de seu ardor revolucionário, de sua agudeza na análise dos acontecimentos. Ao lê-los, sobretudo os de Marx, acreditamos assistir à história da revolução alemã e da revolução francesa, tão vivo é o estilo, como profundo é o sentido”.
Já Lênin, que viveu numa fase de efervescência revolucionária, dedicou boa parte das suas energias para construção de jornais socialistas – dos mais diferentes tipos, sempre sintonizados com a evolução da luta de classes. Iskra, Vperiod, Pravda, Proletari, Rabotchaia Pravda, Nievskaia Svesdá, entre outros jornais organizados e dirigidos por ele, servirão para agregar as forças de esquerda, fazer agitação nas fábricas, aprofundar os debates ideológicos e construir o partido. Na sua mais célebre definição, Lênin sintetizou:
“O jornal não é apenas um propagandista coletivo e um agitador coletivo. Ele é, também, um organizador coletivo. Neste último sentido, ele pode ser comparado com os andaimes que são levantados ao redor de um edifício em construção, que assinala os contornos, facilitam as relações entre os diferentes pedreiros, ajudam-lhes a distribuírem tarefas e a observar os resultados gerais alcançados pelo trabalho organizado”. A reacionária burguesia russa logo entendeu o perigo representado por estes jornais, tanto que os reprimiu ferozmente. No caso do Pravda, de um total de 270 edições, 110 foram objeto de ações judiciais e os seus redatores foram condenados a um total de 472 anos de prisão. Mas isto não abrandou o seu vigor!
Atualidade das noções marxistas
No caso de Gramsci, o longo período de cárcere dificultou a sua atividade jornalística e castrou seu desejo de organizar a imprensa operária. Antes da prisão, ele editou vários jornais de fábrica e empenhou-se na difusão do Ordine Nuovo. Na sua rica elaboração sobre o papel dos intelectuais e a luta pela hegemonia, ele chega a afirmar que, em momentos de crise, o jornal pode funcionar como partido político, ajudando a desnudar a ideologia dominante e a construir a ação contra-hegemônica do proletariado. Para ele, o momento da desconstrução do velho é, ao mesmo tempo, o da construção do novo.
As contribuições de Gramsci servem para desmistificar o papel da mídia hoje, mantendo impressionante atualidade. Para ele, a imprensa burguesa é um “aparelho privado de hegemonia”, capaz de disputar os rumos da sociedade por meio de uma verdadeira guerra de posições em todas as “trincheiras ideológicas”. Através da imprensa privada e mercantil, que objetiva o lucro e que faz da notícia uma mera mercadoria, a burguesia tenta se aparentar como representante da esfera pública. Além disso, em momentos de crise da ideologia dominante e de fratura dos partidos burgueses, a imprensa se apresenta como “o partido do capital”, que organiza e amalgama os interesses das várias frações de classe da burguesia.
Por Altamiro Borges em seu blog
Severinas: as novas mulheres do sertão se libertam do machismo
“Cada um tem que saber o seu lugar: a mulher tem qualidade inferior, o homem tem qualidade superior.” É bem assim que fala, sem rodeios, um dos homens mais respeitados do município de Guaribas, no sertão do Piauí, pai de sete filhos (seis mulheres e um homem). “O homem é o gigante da mulher”, completa “Chefe”, como é conhecido Horacio Alves da Rocha na comunidade.
Para chegar a Guaribas são dez horas desde a capital, Teresina, até a cidadezinha de Caracol. Dali, 40 minutos de estrada de terra cercada de caatinga até o jovem município, fundado em 1997. Em 2003, Guaribas foi escolhida como piloto do programa Fome Zero. Tinha então o segundo pior IDH (Índice de Desenvolvimento Humano) do Brasil, 0,214 – para efeito de comparação, o país com pior IDH do mundo é Burundi, na África com índice 0,355. Hoje, Guaribas tem 4.401 habitantes, 87% deles recebendo o Bolsa Família. São 933 famílias beneficiadas, com renda média mensal de R$ 182. O IDH saltou para 0,508.
Em todo o Brasil, o Bolsa Família atende a 13,7 milhões de famílias – sendo que 93,2% dos cartões estão em nome de mulheres. São elas que recebem e distribuem a renda familiar.
“Eu vivi a escravidão”, diz Luzia Alves Rocha, 31 anos, uma das seis filhas de Chefe. Aos três meses, muito doente, ela foi dada pelo pai para os avós criarem. Quando eles morreram, uma tia assumiu a menina. “Achei que ela não ia aguentar aquela vida de roça: era vida aquilo?”, pergunta a tia Delci. Luzia trabalhou na roça, passou fome, perdeu madrugadas subindo a serra para talvez voltar com água na cabaça. “Quando tinha comida a gente comia, se não, dormia igual passarinho”, diz. Trabalhava sem salário, sem nenhum direito trabalhista, sem saber como seria a vida se a seca não passasse e a chuva não regasse o feijão e a mandioca. Era “a escravidão”.
Quando a seca piorou, Luzia pensou em migrar para São Paulo. Foi então que chegou o programa social do governo: “Com esta ajudinha já consigo levar”, diz. Luzia decidiu ficar em Guaribas. Os filhos estudam. O marido e ela cuidam da roça.
“A libertação da ‘ditadura da miséria’ e do controle masculino familiar amplo sobre seus destinos permite às mulheres um mínimo de programação da própria vida e, nesta medida, possibilita-lhes o começo da autonomização de sua vida moral. O último elemento é fundante da cidadania”, analisam os pesquisadores Walquiria Leão Rego e Alessandro Pinzani, da Universidade de Campinas e da Universidade Federal de Santa Catarinas, no livro Vozes do Bolsa Família: Autonomia, dinheiro e cidadania. Durante a pesquisa, eles ouviram beneficiários do programa observando as transformações decorrentes do Bolsa-Família – em especial na vida das mulheres. Chegaram à conclusão que a mudança é grande: “Quando você tem um patamar de igualdade mínimo, você muda a sociedade. Claro que as coisas não são automáticas. Isto não pode ser posto como salvação da nação, mas é um começo.”
Luzia conseguiu realizar o sonho de diversas das mulheres ouvidas pela socióloga Walquiria Leão. Ela juntou R$ 50 e seguiu para o hospital da cidade vizinha, de São Raimundo Nonato para fazer laqueadura das trompas: “se tivesse mais filho a vida ia ser mais pior”. Segundo Walquíria, o desejo de controlar a natalidade foi manifestado por diversas das mulheres que ela entrevistou entre 2006 e 2011 em Alagoas, Vale do Jequitinhonha, Piauí, Maranhão e Pernambuco.
Serena, uma das filhas de Luzia, tem 8 anos e está na terceira série. Ela ajuda a arrumar a casa, já sabe cozinhar, ajuda na roça. Mas não perde suas aulas. Logo depois de cantar o alfabeto e os números, diz que quer ser “advogada e médica”. Quando perguntada sobre casamento, a pequena afirma, com a mão na cintura: “eu não vou casar, vou ser sol-tei-ra…”, diz, demorando nas sílabas.
Em maio o valor do Bolsa Família de Luzia saltou de R$ 70 reais para R$ 212. A mãe comemora: “Agora já posso comprar as coisas para minha filha: a sandália dela arrebentou e pude comprar outra”. No pé da menima, o calçado que custou R$ 7,50. “Primeiro comprei para a menina, num outro mês compro pra mim”, explica Luzia, com os pés descalços.
Em maio o valor do Bolsa Família de Luzia saltou de R$ 70 reais para R$ 212. A mãe comemora: “Agora já posso comprar as coisas para minha filha: a sandália dela arrebentou e pude comprar outra”. No pé da menima, o calçado que custou R$ 7,50. “Primeiro comprei para a menina, num outro mês compro pra mim”, explica Luzia, com os pés descalços.
“Minha sina”
Do outro lado do vale que liga o centro de Guaribas ao bairro Fazenda, Norma Alves Duarte, 44 anos, vive numa casa de dois quartos. Na sala, paredes mal rebocadas mostram as marcas da massa corrida. No canto, um pequeno móvel com uma TV. A vida toda ela ajudou a mãe doente, quase não estudou – cursou até a segunda série. Como todas as mulheres dali, as atividades de criança incluíam colher feijão, pegar lenha e buscar água no olho d’água, que fica a dois quilômetros.
Norma tem 12 irmãos, 2 filhos e vive com o segundo marido – o primeiro a abandonou depois de 20 dias. “Era pau e cachaça. Aí depois arrumei o pai destes meninos. É bom mas é doido, vaidoso o velho, bebedor… Ele é bruto demais, ignorante que só. Fazer o que né? Destino é destino: quem traz uma sina tem que cumprir.”
Norma tem 12 irmãos, 2 filhos e vive com o segundo marido – o primeiro a abandonou depois de 20 dias. “Era pau e cachaça. Aí depois arrumei o pai destes meninos. É bom mas é doido, vaidoso o velho, bebedor… Ele é bruto demais, ignorante que só. Fazer o que né? Destino é destino: quem traz uma sina tem que cumprir.”
“Esta palavra, sina, faz parte do que nós chamamos de cultura da resignação e acho que ela foi de fato rompida com o Bolsa Familia”, diz a socióloga Walquiria Leão.
No início do programa, Norma ganhava R$ 42 com seu cartão. Agora “tira” R$ 200. “Mudou, porque eu pego meu dinheirinho, compro minhas coisas, assim mesmo ele (o marido) xingando. Eu não dou ele, ele tem o dele. Ele não me dá nenhum real, bota para comer dentro de casa mas não me dá nem um real, nem dez centavos.” Para Walquíria Leão, “a renda liberta a pessoa de relações privadas opressoras e de controles pessoais sobre sua intimidade, pois a conforma em uma função social determinada, permitindo-lhe mais movimentação e, portanto, novas experiências”.
Mais divórcios
Ao saírem da miséria, “da espera resignada pela morte por fome e doenças ligadas à pobreza”, nas palavras de Walquiria, estas mulheres começam a protagonizar suas vidas.
No vilarejo de Cajueiro, a uma hora do centro de Guaribas por uma estrada de terra esburacada, a água ainda não chegou às casas. Elenilde Ribeiro, 39 anos, caminha com a sobrinha por um areial com a lata na cabeça, outra na mão. É ela quem cria a menina. “Não quero que ela sofra como eu sofri”, diz. Chegando na casa, o capricho se mostra nos paninhos embaixo de copos metálicos, na estante com fotos de família, o brasão do Palmeiras, e um gato de louça ao lado da imagem de Jesus. Do lado de fora, o banheiro – onde se usa caneca e penico –, um pátio bem varrido, uma horta suspensa, e uma pilha de lenha que Elenilde mesma coleta e quebra, apontando: “está aqui meu botijão de gás”.
Os olhos de Elenilde marejam quando conta ter sido abandonada pelo marido há treze anos, mas seu tom de voz muda ao falar do papel da renda em sua vida. “Tiro R$ 134 no meu cartão Bolsa Família mas para mim está sendo mil. Porque com este dinheirinho eu tenho o dinheiro certo para comprar (na venda) e o dono me confia. E eu sei que com isso, com ele me confiar, eu já estou comendo a mais”, explica. Elenilde também se livrou de trabalhar na roça dos outros em troca de uma diária de R$ 5. “Eu quando pego o meu dinheiro (do cartão) vou na venda, pago a conta mais velha e espero pela vontade do vindião, aí ele vai e me franqueia… E eu vou e compro de novo”. Segundo Walquíria Leão, isso tem ajudado a mulher a conquistar um novo papel na comunidade. “A experiência anterior de vida era sempre de ser desrespeitada, desconsiderada porque ela não tinha dinheiro”.
No final da mesma rua, Domingas Pereira da Lima, 28 anos, não se arrepende de ter abandonado o marido. “Ele ficava namorando com uma e com outra e eu num resisti, vim embora”. Prendendo o choro, ela continua: “Deixava eu com as crianças e se tacava no meio do mundo. A vida não é fácil mas vou levando a vida devagarzinho aqui.” Desde então, Domingas cuida dos quatro filhos com o apoio das irmãs e da mãe.
Em 2003, quando chegou o Fome Zero, foram solicitados 993 divórcios no Piauí. Em 2011 o número saltou para 1.689 casos. Dos casos não consensuais, 134 foram requeridos por mulheres em 2003; em 2011 esse número saltou para 413 – um aumento de 308%.
Ainda assim, na pequena Guaribas, a mulher ficar presa em casa em dias de festa, o alcoolismo e a infidelidade masculina são histórias contadas com naturalidade. “Vixi, aqui se conta nos dedos as mulheres que não apanham do marido”, é comum as mulheres dizerem.
Na delegacia da cidadezinha, o delegado explica que por ali o clima é sempre “muito tranquilo, sem nenhuma ocorrência. Só umas brigas de casal, coisa que a gente aconselha e eles voltam” diz.
Mirele Aline Alves da Rocha é uma das que se conta nos dedos. Aos 18 anos, a bonita jovem explica: “Apesar da minha idade já ser avançada para os daqui, eu não estou nem aí para o que eles falam. Eu quero é estudar”. A maioria das amigas se casaram aos 13 anos. Já Mirele, soteira, cursa o terceiro ano do Ensino Médio na escola estadual de Guaribas, onde vive com a tia – os pais moram no município de Cajueiro. O cartão do Bolsa Família está no nome da mãe, que recebe R$ 102 por Mirele e pelo caçula de nove anos. Ambos estudam. “Eu vejo a realidade da minha mãe e não quero seguir pelo mesmo caminho. Eu quero estudar para ter um futuro, para ser independente, para não ficar dependendo de um homem”, decreta a jovem.
No primeiro bimestre de 2013, em Guaribas, a frequência escolar atingiu o percentual de 96,23%, para crianças e adolescentes entre 6 e 15 anos – o equivalente a 869 alunos – e 82,29% para os jovens entre 16 e 17 anos, de um total de 175.
Mirele vai fazer o Enem e “ver o que dá”. Para cursar faculdade ela terá que sair de Guaribas mas planeja se graduar e voltar: “Gosto mesmo é daqui”.
“Nunca é demais lembrar que nossa pobreza não é um fato contingente, mas deita raízes profundas na nossa história e na forma de conduzir politicamente as decisões estatais”, avalia Walquiria. “O Bolsa Família deveria se transformar em política publica, não mais política de um governo”. “É um processo, um avanço que mal começou. E ainda é muito insuficiente. Mas quem narra uma história tem que ser capaz de narrar todos os passos desta história”, finaliza.
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Parceria FUNCEB e FUNARTE promove oficina gratuita de curadoria no Espaço Xisto Bahia
A Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), em parceria com a Fundação Nacional de Artes (Funarte), órgão vinculado ao Ministério da Cultura, realiza, entre os dias 30 de setembro e 6 de outubro, no Espaço Xisto Bahia, oficinas de curadoria direcionadas a artistas e curadores em atividade, críticos de arte, estudante e demais envolvidos com a área. As aulas serão ministradas pelo mestre em História Contemporânea, Práticas Curatoriais e Gestão Cultural, Josué Mattos (SC), com carga horária total de 45h.
Gratuitas, as inscrições serão feitas exclusivamente via internet, através do endereço eletrônico oficinacuradoria@gmail.com, entre os dias 9 e 18 de setembro . Na mensagem deve constar a ficha de inscrição devidamente preenchida, bem como, breve curriculum do candidato. A divulgação dos selecionados acontece no dia 24 de setembro, no site da FUNCEB e no blog do Espaço Xisto Bahia. No total, 25 vagas serão disponibilizadas.
A atividade tem como objetivo a atuação na formação de curadores já em atividade e de novo profissionais da área. O cronograma prevê aulas de segunda a domingo e integra discussões de temas como a história das exposições, a relação entre a classe artística e a figura do curador, exemplos de exposições, fragilidades e interesses da prática curatorial, implicações efetivas na formação de público etc.
Serviço
Oficinas de Curadoria, com josué Mattos/ Florianópolis – SC
Quando: 30 de setembro a 6 de outubro/ 45h
Onde: Espaço Xisto Bahia, Rua General Labatut, 27 – Barris – Salvador – Bahia
Prazo de inscrição: 9 a 18 de setembro
Investimento: Gratuito
Mais informações:
Cronograma de aulas
- Segunda a sexta: 13h às 19h15
- Sábado: 9h às 12h – 13h às 19h15
- Domingo: 9h às 14h
Exposição retrata vida de atores transformistas de Salvador
Exposição retrata vida de atores transformistas de Salvador
Assinada pela fotógrafa Agnes Cajaiba, a mostra FLUXO também promove mesa-redonda e oficina gratuita de Fotografia Documental
Composta por 10 fotografias, a exposição FLUXO, da fotógrafa Agnes Cajaiba, retrata atores transformistas que vivem e trabalham na capital baiana. A mostra ocupa o Espaço Xisto Bahia (Barris) no mês do Orgulho Gay em Salvador, com abertura no dia 12 de setembro, às 20 horas, e visitação até 30 de setembro, de segunda a domingo, das 9 às 20 horas, com entrada franca. O projeto foi um dos selecionadas do edital Portas Abertas para as Artes Visuais 2013, promovido pela Fundação Cultural do Estado da Bahia (FUNCEB), entidade vinculada à Secretaria de Cultura do Estado da Bahia (SecultBA), em parceria com a Superintendência de Desenvolvimento Territorial da Cultura (Sudecult), através de sua Diretoria de Espaços Culturais (DEC).
O cenário proposto para a realização dos retratos é a própria casa de cada personagem, onde estão presentes todos os objetos e símbolos extracorporais que também falam dessas pessoas. Através da montagem das imagens, são materializadas as tensões abordadas pelos Estudos Queer: sexualidades plurais e gêneros em trânsito expressos no gestual, no comportamento, na expressividade do corpo. O projeto tem curadoria de Rodrigo Dourado, doutor em Artes Cênicas, autor da tese Bonecas falando para o mundo: (Trans)identidades na cena brasileira; a produção é de Gabriela Rocha e a identidade visual é de Ciro Fico.
Para a noite de abertura (12/9), está agendada a mesa-redonda Trans(Identidades), composta pelos teóricos no tema Marcelo Souza Brito e Carol Barreto, além dos atores transformistas Sfat Auermann, Rainha Loulou, Mitta Lux e Valerie O’hara, que apresentam um pocket-show na sequência.
Aliada a estas ações, a fotógrafa Agnes Cajaiba ministrará uma oficina gratuita de Fotografia Documental Contemporânea. As aulas acontecerão de 10 a 13 de setembro, das 9 às 11 horas. As inscrições devem ser efetuadas até 4 de setembro, através do e-mail: oficinafluxo@gmail.com. São disponibilizadas 15 vagas.
Portas Abertas para as Artes Visuais 2013 – Com objetivo de apoiar a difusão da produção de Artes Visuais da Bahia, bem como dinamizar e qualificar a ocupação de espaços culturais públicos, o edital Portas Abertas para as Artes Visuais 2013contabilizou 74 propostas inscritas, das quais 14 foram selecionadas: quatro de exposições a serem montadas na Galeria do Conselho, e dez de intervenções em Artes Visuais nos ambientes da Casa da Música, Centro Cultural Plataforma, Cine-Teatro Solar Boa Vista, Espaço Cultural Alagados e Espaço Xisto Bahia. Os trabalhos são de temática livre e levam aos espaços diferentes modalidades das artes visuais.
Tendo edições realizadas em 2008 e 2009, restritamente para exposições, o edital, em seu último ano, disponibilizou um total de R$ 36 mil, com prêmios de R$ 1,5 mil. Agora, são R$ 57 mil para conceder R$ 3,8 mil para cada selecionado. Durante este intervalo, a FUNCEB manteve uma chamada pública anual, também apenas para exposições, para conferir pautas gratuitas em galerias, sem o apoio financeiro que volta a ser oferecido.
SERVIÇO
SERVIÇO
Exposição FLUXO, de Agnes Cajaiba
Abertura: 12 de setembro, às 20h – Com mesa-redonda Trans(Identidades) e pocket-show de atores transformistas
Visitação: 13 a 30 de setembro, segunda a domingo, 9h às 20h
Gratuito
Abertura: 12 de setembro, às 20h – Com mesa-redonda Trans(Identidades) e pocket-show de atores transformistas
Visitação: 13 a 30 de setembro, segunda a domingo, 9h às 20h
Gratuito
Oficina de Fotografia Documental Contemporânea
Inscrições: até 4 de setembro, através do e-mail oficinafluxo@gmail.com
Aulas: 10 a 13 de setembro, 9h às 11h
Inscrições: até 4 de setembro, através do e-mail oficinafluxo@gmail.com
Aulas: 10 a 13 de setembro, 9h às 11h
Espaço Xisto Bahia – Rua General Labatut, 27 – Barris
71 3117-6156 | xistobahia@gmail.com
Informações: www.fundacaocultural.ba.gov.br/portasabertas
Realização: Dirart/ FUNCEB/ DEC/ Sudecult/ SecultBA
71 3117-6156 | xistobahia@gmail.com
Informações: www.fundacaocultural.ba.gov.br/portasabertas
Realização: Dirart/ FUNCEB/ DEC/ Sudecult/ SecultBA
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